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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Momento Musical #13 - Homenagem ao Flávio Basso/Júpiter Maçã


Foi com muito pesar que na manhã de ontem eu recebi a notícia de que Júpiter Maçã, vulgo Flávio Basso, morreu na tarde de 21/12/2015. Sem necessidade de notas biográficas aqui, essas vocês podem encontrar em todos os cantos da internet agora que todos viraram fãs de longa data dele há dois dias, meu objetivo é divulgar os três discos dele que eu mais escutei e que eu mais gosto. Não é discografia completa, não é lista comparativa de "os melhores" qualquer coisa. É só porque eu li muita merda em comentários nesses últimos dias. Gente dizendo que nunca ouviu falar dele, famoso quem?, etc. Não sabe quem? Pois conheça. Esses discos vão facilitar seu trabalho.

Os Cascavelletes - Rock'a'Ula (1989)


Um rock bem direto ao ponto e, de certa maneira, datado. As baterias têm aquele som bem típico da década de 80. Mas isso não diminui a qualidade do som. Esse talvez seja o mais acessível de toda a discografia dele e o mais famoso - o que virou hit na época. Com letras rock 'n' roll, cheias de sacanagens claras ou veladas, sem grandes surpresas, o disco cumpre o que se propõe, e de vez em quando até surpreende com faixas como Gato Preto e Lobo da Estepe. Mas devo dizer que prefiro a carreira solo dele. Os ouvintes mais perceptivos vão reparar que ele pôde se deixar levar pela própria criatividade nos discos que vieram depois (para o bem ou para o mal).

A Sétima Efervescência - Júpiter Maçã (1997)


Primeiro disco solo. Não tão experimental quanto os seus sucessores e, provavelmente, o favorito da galera. Esse disco é foda. Vai do popular (Miss Lexotan, Lugar do Caralho) à vanguarda psicodélica (The Freaking Alice), esse é outro capaz de agradar qualquer um que goste da premissa principal: rock "recente" a moda antiga.

Uma Tarde na Fruteira - Júpiter Maçã (2008)


Se o 7ª Efervescência foi pouco inventivo e seus sucessores apelaram demais pro lado eletro-psico-bossa'n'roll, Uma Tarde na Fruteira, que seu não me engano é o último, serve de resumo perfeito para a carreira do cara. Tudo que ele fez pode ser encontrado nele, incluindo umas reprises aqui e ali aos seus clássicos. Esse é meu favorito, eu diria, com alguma dúvida. Em geral, todos valem a audição porque a verdade é que ele foi um dos músicos mais criativos e porras-loucas do Brasil nesses tempos não tão distantes e merece o reconhecimento como tal.

Um comentário:

  1. Não o conhecia, confesso. Aliás, não vi nem notícias do seu falecimento.
    Gostei dos trabalhos dele. Escutarei mais para formar uma visão mais aprofundada.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de janeiro. Serão dois vencedores!

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