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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Momento Cultural 6 - Dr. John - Locked Down (2012)



Foi eu falar no momento cultural sobre Chris Robinson Brotherhood, que aquele era o único álbum de 2012 que eu ouvi, mas provavelmente o melhor, que o universo decidiu provar que eu estou errado.

Estava fazendo minha busca semanal na loja do Paulo Coelho, procurando bandas novas, ou antigas, mas que por algum motivo eu não tenha ouvido todos os discos. Procurei por Dr. John, grande pianista da década de 60, famoso por misturas, funk, jazz, soul, rock psicodélico e mardi gras em uma banda só, pois conheço bem as músicas dele, mas só as principais. Não tinha a discografia completa dele, nem posso dizer que conheço com profundidade sua obra, mas o que eu conheço, gosto.

Com isso, eu me deparo com um disco de 2012. O doutor lançou um álbum novo. Baixei por curiosidade, gosto de saber como alguns artistas envelheceram ou mudaram de estilo com o passar do tempo. Às vezes é uma agradável surpresa, como o Clapton do ano passado, outras me levaram as lágrimas de desgosto (por que Joe Cocker?! Por quê?! Você cantou em Woodstock, você gravou Mad Dogs & Englishmen, por que cantar música pop com batidinha eletrônica?!). Dr. John é uma agradável surpresa.

Sim, caros leitores, não farei meu texto improvisado e sem sentido, como de costume, dessa vez farei uma crítica regular. Na verdade, está decidido. Daqui em diante, os momentos culturais serão críticas, não necessariamente sérias ou parciais, mas críticas, sobre discos, filmes, livros, o que for que eu tenha entrado em contato e tenha vontade de escrever sobre. Principalmente, pois, pelo que pude perceber, 2012 será um ano de agradáveis surpresas (e provavelmente o do Juízo Final também), com um disco novo do Rush (ainda não ouvi), do Bob Dylan (ainda não lançou), entre outros, incluindo artistas novos que parecem interessantes.

O estilo de Locked Down é diferente do que estava acostumado. Conheço o Dr. John da psicodelia, do jazz, do soul e da música de bruxaria, mas este som parte Tom Waits, parte "rock retro" (descobri mais tarde que Dan Auerbach, da Black Keys, que eu só conheço de nome, fez parte da produção e auxiliou muito na criação de todo este novo estilo), parte blues. Sempre com um ritmo muito interessante e um tom moderno, que não é desagradável, como pode ser percebido nos vídeos abaixo.

De todas as características do cd, o que mais me agradou foi a parte instrumental. A banda é excelente, com destaque ao baterista e ao baixista, que, devido a importância do ritmo para esse gênero, ganham espaço e fazem um bom trabalho. Todos os músicos fazem sua parte, sem nenhum instrumento abafar o outro, são todos parte de um grande conjunto.

Em resumo, o cd é excelente, vale a pena ouvir, até mesmo aqueles que só ouviram falar do músico agora. Estou ansioso para ouvir essa banda e essas músicas ao vivo, afinal, outra característica de Dr. John é a sua qualidade no palco. Como sempre, seguem alguns vídeos para os desconfiados, espero que gostem. Se quiserem sugerir alguma coisa, sintam-se a vontade para comentar, talvez eu até faça uma crítica sobre o artista sugerido (bom ou ruim).




Essa última é um clássico, para aqueles que conhecem, mas tiveram dificuldade de unir o nome a pessoa.

Um comentário:

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