Caros leitores, declaro agora o fim dos momentos culturais. Que fique claro, isso não representa o fim das resenhas ou o fim das sugestões, essas ainda vão acontecer, talvez até com mais frequência. A questão é exatamente essa, a palavra momento me indica algo especial e, se eu decidir fazer resenhas com mais frequência, deixará de ser especial e, portanto, um momento. De agora em diante, falarei esporadicamente sobre um determinado artista que eu admiro, álbuns que ouvi, filmes que vi e livros que li. Não necessariamente clássicos ou bons, pode ser que eu passe por algumas coisas bem ruins e, é claro, lhes darei o castigo necessário. Está decidido, é assim de agora em diante e acabou. Aqui é pau na mesa vagabundo!
Para estrear esse novo formato antigo, falarei de uma banda que marcou minha juventude, a Black Crowes. O surgimento dessa banda foi em 1989, lançando o primeiro álbum em '90 - um ano antes do meu nascimento. Como já disse em uma crônica passada, meu despertar musical foi tardio, então, só realmente parei para me importar com música aos catorze anos, antes disso só ouvia música clássica e um pouco de heavy metal. Depois disso me apaixonei pelos clássicos do rock e, após me aprofundar, fui buscando bandas novas que fizessem um bom trabalho. Nessa busca, encontrei essa banda em 2005 ou 2006. Nessa época, a banda estava retornando de uma pausa (que será abordada logo), com um grande show de retorno e foi por meio desse disco ao vivo que eu conheci a banda e busquei o resto da discografia, que analisarei passo-a-passo, a seguir. Vale a pena analisar essa banda, pois será visível que ela mudou muito com o passar dos anos, amadureceu e mudou de estilo, até tornar-se o que resultou no último álbum de 2010 e o aparente fim da banda.
Tudo começou em 1990 com o CD "Shake Your Money Maker". É um álbum simples, típico do rock clássico, mas diferente dos seus contemporâneos, Nirvana e Guns 'n Roses, que por suas vez nunca me agradaram. As músicas tem uma levada simples, flertando em alguns momentos com o Soul (visível no cover "Hard to Handle", de Otis Redding). A crítica da época disse que a banda era um Rolling Stones + The Faces, embora um grande avanço para a música da época. Bom, mas nada original. O que é a mais pura verdade, em 1990 isso era ótimo, mas em 1970 eles teriam sumido após um disco. As faixas destaque, para mim, são Twice as Hard, She Talks to Angels e Struttin Blues, embora nenhuma das faixas seja ruim, já que álbum não se arrisca em nenhum momento, tornando, contudo, todas as faixas distantes do excepcional. Nota: 3,5/5,0 (sim, tô dando nota agora, motherfucker!)
Mais anos 90 impossível.
Dá pra acreditar que esse esqueleto de Mick Jagger (ou seria Júpiter Maçã jovem?) afeminado comeu a Kate Hudson?
Tentei escolher vídeos da época, para dar essa noção temporal para a análise, então perdoem-me se a qualidade não é a melhor.
Essa música é tão boa que eu quase dei 4,5 para o álbum, na verdade nem sei o porquê do 4,0
Eu disse que os caras são uns dos maiores apoiadores do movimento pró-legalização da maconha nos EUA? Pois é.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
caixa do afeto e da hostilidade