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Mostrando postagens com marcador Prosa Poética e Prosa Mal Cortada em Versos. Mostrar todas as postagens
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sábado, 16 de janeiro de 2016

Poema 85


Olá, você que ainda esbarra com esse canto obscuro e empoeirado da internet. Eu lancei um livro semana passada. Tá na Amazon. Talvez você goste de ler.

O link: https://tinyurl.com/yy394a8y

Meus agradecimentos a quem vier a comprar. Comprou? Leu? Gostou? Deixa lá um comentário pras pessoas ficarem sabendo que o livro é bacana.






tédio?

nuvens passam pela minha janela
na velocidade de um navio que atraca no porto.
contínua embarcação dos céus, levada pelo vento,
e o vento balança minha cortina
como uma mão embala seu recém-nascido
num baile
pra lá e pra cá
tão leve e gentil,

e a fumaça de tabaco
que eu sopro da minha boca
se expande e domina com seu perfume de
grama cortada e terra e lenha em brasa,
névoa bailarina-guerreira.

é incrível,
desde que me pus a inventar versos
nunca mais fiquei entediado.


***

Sim, primeira postagem de 2016. Não falei de natal, não falei de ano novo. Tenho meus motivos. Queria prestar homenagem ao David Bowie, mas não há nada que eu possa fazer que o faça justiça.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Poema 84


Edward Hopper - Não sei o título

fragmentos de um estudo geracional (1)

I

somos nada além de jovens corações aos prantos
sobre a opressão da possibilidade, quando
tudo que se deseja desmorona e nos soterra
junto dos nossos medos e limitações aos montes.

II

ó mantos de sonhos; fulano te disse que você
podia ser o que quisesse se fosse atrás e nunca
desistisse, mas esqueceu de te dizer todo o resto,
das coisas ao redor, concretas e que te fodem com gosto.
fulano desonesto.

III

as palavras de seu Eliot, as tais, repetidas à exaustão
(pelos outros e ele próprio):
this is the way the world ends this is the way the world ends et cetera.
não é o mundo que se vai, é o indivíduo, sim,
com um gemido e não uma explosão, numa cama que não é nossa,
com gente que não importa e não se importa
e o ceifador, que é só nosso próprio apático corpo,
cansado da brincadeira.

IV

quem sabe, após décadas de exercícios de autoconhecimento
livros de autoajuda viagens de autodescoberta meditação
condicionamento reflexão autodirecionamento masturbação
auto auto ego ego eu eu eu, um dia, depois disso tudo,
você note que não existe eu,
nada a se descobrir - ou nada de fixo -, tudo perda de tempo.
cada passo em direção a si mesmo causa uma mutação,
cada mutação é um passo sem rumo, e o eu vai pra outro lugar,
e a busca segue fútil, e você insatisfeito.
cultive seu mistério interno, eu digo, é mais divertido. ou não.
 
---
Essa é uma série de poesias com um tema comum. Mais pode ser inserido.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Poema 73

quando saí foi em busca de alguma coisa,
sei lá eu, uma nova musa, uma foda, o que viesse.
pode ser que seja essa blusa regata cinza
com essa logo do bar estampada no peito e
esses shorts jeans azuis e essa alça preta do sutiã exposta
e esse seu ar inocente? tem muito pouco de inocência e
de certeza não me ajudam a pensar.
se estou bêbado ou apaixonado já não diferencio
e sei bem dessa minha loucura e hábito de me apaixonar fácil,
mas tu puxa esses shorts pra cima e pra baixo e,
caralho, queria trocar de mãos com as tuas.
já te sou grato,
estava seco há meses das poesias, tanto
que me sentia um cara feliz, quase.
aqui estou, caneta e caderno,
ao som de um medley hispânico de Cypress Hill
que eu preferia não estar ouvindo

admirando teu rabo distante e nele achando silêncio e paz,
sonhando aquelas minhas obscenidades favoritas.

termino meu uísque e te peço outro
só pra que tu me inspire com seu sorriso
e, se eu for digno de tanto, outro sorriso
quando você vier me entregar outro copo cheio.
ah! como eu quero ser poeta maldito.
sua visão, meu paraíso, me é de grande auxílio,
minha garota de Ipanema aqui da decadente,
ó tão decadente,
mas pra mim tão amada e que um dia tornarei cult,
Hercílio Luz, Itajaí.
pois, por ti e tantas outras,
adoto essa cidade como minha.


Obs.: Por algum motivo diabólico o arquivo onde guardava todas minhas poesias sumiu do Google Drive. Nem tudo está perdido, não comemorem ainda, tenho algumas coisas no HD do computador, outras numa caderneta e, por sorte ou azar, não tenho produzido tanto em se tratando de poesia, então tudo que importa já está no blog. Só espero que não suma daqui também. Pode muito bem ter sido culpa minha esse sumiço, que inclui outros textos além das poesias, mas não faço ideia do que eu fiz ou de como recuperar. É a vida, eu acho. Coisas somem.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

2 poemas curtos, sem título, que não deveriam existir e podem ser apagados logo

1

Existem palavras em meu peito
- trancadas -
falando de você,
confusas corridas incoerentes.
Elas devem gritar ou explodir
logo.
Mas antes,
precisam saber por que existem.

***
2

Inexplicável
a vontade imediata,
repentina,
de querer te escrever como obra de arte.
Tornar-te as palavras certas
da verdadeira poesia que eu nunca escrevi.

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Justo quando eu tinha me prometido parar com isso. Não é bom, nem me faz bem, então por que eu teimo?
São as últimas poesias desse blog, e podem ser apagadas logo, quando eu me decidir se vou apagar posts antigos ou não.