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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Eu no Enem







Olá, você que ainda esbarra com esse canto obscuro e empoeirado da internet. Eu lancei um livro semana passada. Tá na Amazon. Talvez você goste de ler.

O link: https://tinyurl.com/yy394a8y

Meus agradecimentos a quem vier a comprar. Comprou? Leu? Gostou? Deixa lá um comentário pras pessoas ficarem sabendo que o livro é bacana.




Primeiramente sim, eu fui fazer o Enem também seus escroques... Já fiz acho que cinco ou quatro vezes; não lembro agora, mas não importa. O que importa é que dessa vez, eu fiz realmente por fazer, e digo que, gostei do resultado. O local da prova que peguei foi perto da minha casa meia hora a pé oito minutos de ônibus (no trânsito normal do dia a dia). Eu sempre vou cedo para fazer qualquer coisa, tenho já os meus traumas de chegar atrasado em: entrevistas de emprego, encontros amorosos (época do MSN...bons e maus tempos) e festas. Separei o que iria levar para o derradeiro dia da prova. Uma caneta preta e eu. Na parada de ônibus tinha alguns conhecidos do bairro, não peguei nenhum ônibus lotado. Lembrei-me das outras vezes que fiz. Uma das vezes a mais traumática de todas, foi quando eu cheguei faltando sete minutos para fechar o portão. Nunca corri tanto na minha vida, me senti como o próprio filho do vento, ou como naquela cena do Clube da Luta, na qual Tyler Durden manda aquele carinha parecido com o Jiraya correr “corra, Forrest, corra!” Tipo isso. Cheguei pronto para ganhar o concurso da camiseta molhada, mas tava valendo o sacrifício. Voltemos para o Enem desse ano. Fui com a expectativa de achar alguém conhecido lá no colégio. Achei. Todas às vezes que fiz sempre havia mais de dois conhecidos. Como já estava safo de todas as regras do Enem, cheguei e fiquei lá de bobeira vendo muitos gatos pingados suarem sobre o sol de duzentos e cinquenta graus de Fortaleza. Outras pessoas chegavam e já iam para sala. Algumas ficavam pelos arredores, comiam alguma coisa compravam água, caneta... etc. Minha primeira impressão é de perceber o quão as pessoas ficam tensas por conta dessa prova (claro né). Tinha um garoto de dezessete anos (eu acho) que estava branco, suando como se não houvesse amanhã, e com um tique nervoso elevado na décima potência. Um pai consolava o filho dizendo que ia dar tudo certo, uma filha pegava dicas com o irmão, e eu pela primeira vez estava como um fotógrafo do National Geographic apenas captando os momentos.


Finalmente entrei na sala depois de uma hora e meia esperando. Entrei faltavam vinte minutos para fecharem o portão. Meu primeiro movimento foi escolher um bom lugar para sentar. O ar condicionado tava até o talo de frio. Peguei uma cadeira que ficasse debaixo dele. A sala em que fiz a prova era minúscula. As cadeiras eram de plástico. Já fiz em cadeiras bem piores, uma até que o braço ficava saindo às vezes. Uma das minhas primeiras raivas foi descobrir que o Enem agora espera meia hora para entregar as provas depois do fechamento do portão. Lembro de esperar cinco minutos, mas era por causa da explicação. Essa meia hora é de silêncio pleno. Mais tempo, mais nervosismo para o bem de todos, mais exaustão, mais vácuo. Uma das máximas do Enem: “trata-se de uma prova de resistência e conhecimento” aaaaaaahhhhhhh...então quer dizer que agora o Enem nos leva para as olimpíadas do rio 2016 também. Legal. Não tiro o mérito para quem estuda e está preparado para os dois dias de prova. Penso apenas se isso é necessário. Além de ter que estudar coisas para as quais sei que sou burro para caralhous (saudades vestibular, saudades das provas especificas), ainda tenho que seguir a dieta do Enem, manter o corpo em equilíbrio com a mente, assistir os vídeos da Jane Fonda etc. etc. 

Vamos às figuras da minha sala. Tinha um cara que era a cara do rei do crime. Outro que marcou caderno rosa antes de entregarem a prova, com certeza ele imaginou “ora se o gabarito é rosa, então, o caderno é rosa é claro”. Um cara levou um piquenique para fazer a prova. Tinha um que fez a prova de caneta azul. O melhor de todos era um cara que espirrava e assobiava ao mesmo tempo. PORRA. Era tipo a piada de assobiar e chupar cana versão Enem. Terminei rápido, voltei rápido. Percebi finalmente ali que eu sou das humanas. É isso, me desculpem Fermat e Ramanujan. Todas as questões de exatas, pois chutei sem hesitar. No fim, lembrei das outras vezes que fiz. Ônibus lotados na ida e na volta, frio, calor, sede. Me sentia como num episódio do The Walking Dead, mas parece que as coisas tendem a se dificultar de acordo com o seu nível de preocupação. Foi isso. Espero que eu não magoe ninguém com essa crônica, onde brinquei com algo tão sério que é o Enem. Ok então produção pode publicar.




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Aquele olhar estranho


Ultimamente tenho visto por aí coisas não tão boas. Coisas que causam embrulho no estômago. Tenho visto uma coisa que não sei se é boa ou má, simples ou complexa. Algures ou nenhures. O que eu vejo muito por aí são os olhos. Os olhos, os olhares dos outros, e de coisa alguma. Os olhos estão perdidos no meio da rua, caídos globos oculares na mão única. O sinal fecha. Olhos param, olhares continuam. Olho o coração do asfalto com a minha retina de culpa. Entro numa conversação visual com a uma puta, mas puta não olha no olho, olha na nuca olha no peito, mas não no olho nu. Pobre puta. Tenho visto muitos olhos melancólicos, os guardo na minha fotografia de bolso. Olho para o lado e vejo um lado errado. Espremo o texto, coloco meu olhar de artesão perdedor. Volto para o espelho, olho no meu olho, e vejo o meu pai. Seu pensamento é distante, mas sua rima existe no meu texto, sobrevive de algum jeito estranho como aquele olhar que não saí mais da minha cabeça. Tenho visto muitos olhares perdidos na asa de um avião. Olhos nas luzes, madrugada, poesia, crime, contexto... fecho os olhos
Não sei mais dobrar esquinas. Perdi o alcance da vista. Ando esquecendo olhares em nuvens. Saiu para procurar, acho o meu olhar numa musa impassível de um poeta morto. Olhar traiçoeiro kafkiano. Olhos são como flores, precisam desabrochar para enxergar. Tudo que queria era um olhar de rio para acabar com um desejo antigo. Eram três rios quando tinha seis anos de águas infinitas. Onde estava aquele olhar de rima agora. Fui para o sertão. Todos os olhos que me seguiam eram olhos de sede. Chorei uma lágrima, mas o sal impedia. Meu olhar insistia deixar alguma coisa. Meu olhar deixou sua nostalgia daquele rio sangrando em três veias. Como eu queria poder fechar o sol com olhos. Saudades tenho dos olhos daquela nascente, que antes mesmo de pensar na chuva já derrubava minh’alma no frio do anoitecer apaixonado. Era triste, aquela tristeza vinha inexplicavelmente, mas era tudo o que tinha, e hoje nem isso temos. Ah sertão: por quanto tempo não verei teus olhos estranhos nos meus. Herdei de meu pai o olhar acalorado, e agora tenho medo de derreter amores.
Existiam olhares que paravam diante de mim. Indóceis. Esses olhos são selvagens. O olhar estranho que tenho é tímido, assusto os outros com o meu olhar desconfiado. Foi na padaria que descobri que meu olhar havia se estendido. Agora enxergava as cores das pessoas. Algumas eram amarelas, outras vermelhas, a maioria delas era cinza. Reparei que as pessoas laranjas: eram sempre crianças. Entrei em desespero. Corri para o céu para perder de vez a vista. Foi à primeira vez na vida que vi a lua como lua. Não era amarela nem prateada. A lua era negra, uma esfera escura do nada, e era linda, uma beleza dura gasta abrupta. Clandestinamente não sabia mais do olhar sórdido lunar. Os olhares da terra pairavam, e cada vez mais eu via o meu futuro nos olhares perdidos. Quando acordei fui ao espelho. Meu olhar parecia vivo. Nunca mais olhei o mundo de outra forma.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quadrinhos, herois e literatura

Olá, você que ainda esbarra com esse canto obscuro e empoeirado da internet. Eu lancei um livro semana passada. Tá na Amazon. Talvez você goste de ler.

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Meus agradecimentos a quem vier a comprar. Comprou? Leu? Gostou? Deixa lá um comentário pras pessoas ficarem sabendo que o livro é bacana.




O formato de quadrinhos hoje conhecido como graphic novel é encarado de forma diferente pelo mercado literário; por fazer boas estórias com “conteúdo”. Esse formato é defendido como literatura (ou algo que chegue perto de...) para os defensores suados e tetudos de quadrinhos, e ignorado por rabugentos literatos. Quadrinhos como: Do Inferno, Maus, Palestina, Azul é a Cor Mais Quente, etc. são quadrinhos “cults” literários, mas aí vai o meu questionamento: o que seria literatura dentro dos quadrinhos? Numa discussão com um amigo aqui de Fortaleza falei que algo como cinquenta tons de cinza é considerado literatura arbitrariamente ou não, mas se por acaso fizerem uma graphic novel desse livro, iai? Continua sendo literatura? Ou nunca foi literatura? Já nasceu como algo sem definição, pois se trata apenas de entulho comercial? A discussão se alastrou, até que o assunto quadrinho de heroi venho à tona. Eu como bom cuequinha verde; comprei a briga do bátema. “Cinquenta tons de cinza é mais literatura que Cavaleiro das Trevas”. Isso me frustrou um pouco, mas cinquenta tons... só é literatura por quê? Porque tem mais caracteres-palavras-simbolos do que uma HQ. Um quadrinho é só figuras? A arte visual de um quadrinho pode atrair péssimos leitores e transformá-los em porra nenhuma. Como a literatura, também, pode criar leitores vorazes que tem preconceito de ler Spirit, Fantasma, Homem-aranha... porque acham que quadrinhos seria algum tipo de arte menor, entendem?

Os quadrinhos foram essenciais na minha formação como pessoa. Passei do Groo para Stevenson com o tempo, mas nunca me desliguei do universo dos comics. Eu poderia fazer uma lista de quadrinhos de herois que são bem melhores que certos livros (de escritores consideráveis até). O víeis comercial existe em qualquer coisa: até no lixo. Os quadrinhos não são consideráveis obras de arte por que tendem a buscar um público mais popular, porém, isso pode ser destacado mais com a advento de hollywood cuspindo blockbuster todos os dias, derrubando qualquer visão mais crível dos quadrinhos. A literatura essa vadia; não tem critério para carimbar textos. Lembremos o acontecimento da Patrícia Secco querendo deixar Machado de Assis mais “legível”. DEIXAR MACHADO DE ASSIS MAIS LEGIVEL? Porra, me ajuda aí... então, o Fábio Moon e o Gabriel Bá fizeram isso. Eles transformaram O Alienista do Machado em quadrinhos, em quadrinhos, em quadrinhos! Eles deixaram então Machado de Assis mais legível, interrogação? Agora no pique. A literatura às vezes se veste de pavão, e os quadrinhos às vezes de hiena. Existe o esnobismo de ambos: isso é mais visto por parte dos quadrinhos — por incrível que pareça, pois nos quadrinhos a massa de fanáticos-lunáticos é bem maior que os fanáticos-lunáticos da literatura. Vai ser muita mais fácil você ver alguém com a cueca por cima da calça do que você imagina.

Os quadrinhos deveriam ter um melhor destaque dentro da arte. Os grandes autores de quadrinhos vivem a margem de uma insurgência editorial que nunca irá acontecer. Fico um pouco com uma sensação agridoce: triste/alegre pelo fato do cinema derrubar mais ainda o ato da leitura no geral. É bom ir ao cinema assistir o filme baseado no quadrinho (livro), mas também, é muito melhor você ler o quadrinho do homem-aranha e descobrir que ele é muito melhor do que aquilo que você assistiu no cinema. Leiam quadrinhos de herois (ou não) e repassem para os seus filhos: A Última Caçada de Kraven, Demolidor Ano Um, Batman Ano Um, Lobo Solitário (mangá), O Que Aconteceu ao Homem de Aço, Miracleman (esse último vale muito comprar, a panini vem publicando recentemente as primeiras estórias do Alan Moore, foi um avanço na forma de escrever estórias de heroi). Eu mesmo com toda essa baboseira, ainda considero cinquenta tons de cinza literatura, pois sem esse livro não existiria esse pensamento, essa logística de mercado l... enfim, o que vocês acham ser literatura no mercado atual: Paulo Coelho? Autoajuda? Augusto Cury? Autoajuda? Maria Bethânia lendo Fernando Pessoa, ganhando um milhão para fazê-lo, é literatura? José Dirceu? Pensem sobre isso, se turma da Mônica não é, então, o que poderá ser?     

sábado, 10 de outubro de 2015

Eu não nasci poeta



Eu não sei fazer verso. Minha rima é literalmente morta. O meu texto parece que vive de ferrugens. Eu não nasci poeta. Minha mãe já bem dizia — poesia só enche barriga de lagartixa. Quando descobri foi um choque. Eu não sou poeta. Eu não sou poeta. Dias e dias batendo a cabeça na parede desesperado. Mas, porque não sou poeta? O que me falta? Um caderno, um dicionário, uma bagagem de livros antigos? Camões com dor de barriga escrevia poesia? Penso logo, desisto: e se existir a tal da reencarnação? Quem sabe, eu nasça um Gullar meio discreto em outra vida, e deixe de ser mãos tortas. Esse meu corpo agora sabe até jogar bola, mas poesia nem sentado de frente da materialização da beleza sublime. Poeta: “ou é, ou não é” já disse o Leminski. Fazer o quê né? Se quando vejo um pôr do sol agarrando os ombros de uma montanha fico todo assustado com o castro poético. Castração poética. Escreva um glossário sobre... esqueça o glossário volte e não aprenda. Não entende? Então, você não é poeta. Poeta gente, é quem quiser. Não vai ser um laureado que vai me tirar o verso da boca. Seja verso ruim ou não; ninguém é gênio toda hora. Qualquer um no mundo pode ser poeta, basta ter coragem. Parábola daquele filme que o rato cozinha. O rato poeta ensina ao crítico casmurro: qualquer um pode escrever poesia. Repitam. Repitam. O que ninguém sabe é como escrever, como cozinhar, jogar bola, fazer cálculos matemáticos. Você aprende na prática, mas tem sempre uns e outros, que já nascem com o tal do “dom”. Não acredito, ou deixo de acreditar. Para mim é que nem Deus, só existe quando sinto medo. Poesia é preciso ter técnica. Como um jogador de futebol recebendo uma bola difícil de dominar; se ele conseguir dominar a bola ele consegue dominar o poema de primeira, acerta-lhe uma bela trivela.

Todo ser vivo e não vivo é poeta? Sim. Até um computador já fez um livro de poemas. Sabiam (busquem no Google seus preguiçosos)? A poesia é fútil, mas fútil que a própria arte. A arte ainda é intrínseca, relativista quando o assunto é defini-la, mas poesia, todos já sabem, que não vale de porra alguma. Honestamente, essa coisa de nascer poeta é definir, e definir é limitar. Poetas gabaritados que carimbaram essa lei são os mesmo que dizem que a poesia não tem limite é infinita. Espera. Então quer dizer que nasce poeta, mas a poesia não tem limite, então... tirem suas conclusões ou joguem no Google. O homem-cavalo que galopava todas as noites em busca da licença poética, hoje galopa  na sombra de um jóquei gorducho, mal sabendo o pobre homem-cavalo que, havia perdido o hífen poético num trote casual. No mais, eu fico desesperado. Dentro do ônibus olhando pela janela ao voltar do trabalho, vejo o homem-cavalo com os cascos feridos de trotar na poesia polida. Que viagem minha, mas o homem-cavalo agora só é vertigem. O motorista do ônibus já tá mais de hora atrasado, e agora acelera três marchas num só trote.

"Xerox, cheiro de lótus
no papel preto e branco
carbono

O poeta a beira-mar. Fortaleza já teve um cenário todo poesia. Hoje é só perdição, assaltos, furtos, furos e tráfico. O sol vêm derretendo os poetas cearenses, nem mais consigo avistar longe o sol obtuso que antes era de José Alcides Pinto. O maldito que cantava odes pornográficas. Os poetas vêm morrendo por que tem medo de escrever poesia. Culpa desse sinal de nascença. Poetas já morrem antes do parto, quando descobrem que seu expoente nasceu poeta. Desistem os pobres meninos que fazem versos de amor para a menina da primeira fileira da escola. A moça, a menininha, lendo Florbela Espanca aos doze, se espanta com a obra da portuguesa. As poetizas que me perdoem, mas poesia é como mulher: doce, misteriosa, sensível, forte como um obelisco. O menino que começa com o soneto sobre a fita azul no cabelo da enamorada, logo, vai explodir todo o seu sangue no papel amarelado. A busca pela técnica perfeita não existe. Sempre um verso simples verdadeiro vai ser melhor que um verso complexo e forçado. O que faz poesia é a rotina. Até caros amigos, um funcionário de gráfica rápida tira bons momentos, haicais da sua labuta: xerox, cheiro de lótus/impressa no preto e branco/carbono. Só cuidado com a poesia, ela exige muitas saídas, muitos porres, muitas quedas e risos, Bons poemas é preciso muitas marcas, os gatos já sabem que existem poemas que custam bem mais que sete vidas. Escreva, reescreva, organize. Poeta, por favor, ande sempre com um papel e lápis no bolso, quem sabe a poesia esteja atravessando a rua, ou sendo esfaqueada. Não perca, tente ajudá-la a sair desse paraíso fictício que você a colocou. Leve a poesia para tomar uma cerveja, um café. “Se você quer que as palavras transem, não as masturbe”. Poeta. Não caia na discórdia de parar de escrever poesia, todos somos poetas; só não sabemos. É que nem apendicite, dente siso. Aprenda só que para ser poeta é preciso não exigir nada de nada, mas para fechar eu exijo (olha que eu não sou de impor, mas...) que vocês compareçam mais nos comentários, porra galera! Não temos lá essas coisas de leitores, e os que temos não comentam. Aí eu vou chorar igual quando assisto a qualquer filme em que o cachorro morra no fim. Por favor, comentem mais ou eu vou partir para uma maratona de filmes que me deixam com os olhos suados. Isso é sério!