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quinta-feira, 25 de junho de 2015

No meio do caminho #1

Antes de qualquer coisa, fica aqui registrado o agradecimento à colaboradora do blog e amiga Maria, do Minhas Impressões, que fez uma divulgação bacana do blog e deu uma ideia pra uma coluna nova. Vejamos o que dá isso aqui.

A ideia de "No meio do caminho" é dizer o que eu estou lendo agora, como está a leitura, ao estilo resultado parcial da Telesena. Tenho mania de dividir meu tempo entre mais de um livro, até que um engrena mais que o outro, aí me foco nesse até terminar. Agora estou lendo:

O Erotismo - Georges Bataille.
Autor conhecido como um dos primeiros membros do surrealismo francês do começo do século XX, Bataille foi, além de romancista, filósofo, tendo publicado vários livros teóricos sobre vários temas (religião, simbolismo, sexo, tabu, psicologia, economia, entre outros temas). Também era, em suas próprias palavras, um louco lúcido. Fascinado pelo conceito de sacrifício humano, fundou a sociedade secreta Acéphale, que, reza a lenda, tinha intenção de sacrificar uma pessoa como ritual de inauguração. Nenhum dos membros se habilitou a ser carrasco, por isso desistiram da ideia. O Erotismo toca nesse e em vários outros pontos, no que tange a sexualidade humana, a violência e os conceitos de tabu (que ele chama de interdito) e transgressão. Um livro no mínimo complicado. Não serei capaz de resenhá-lo porque simplesmente não é o tipo de livro que se resenha. A maneira como os temas são tratados é fascinante e, apesar de eu estar ainda na página 100, quero estudar mais sobre o assunto. (E convenhamos que a capa é um espetáculo.)

As pessoas parecem flores finalmente - Charles Bukowski
Primeiro, de vários volumes de poesia publicados postumamente, que leio do Charles Bukowski. Antes dele, li Misto quente, Cartas na rua, Factótum e O amor é um cão dos diabos. A poesia do Bukowski é como um conto feito em versos livres. Todo mundo sabe que a lírica dele é questionável, pra dizer o mínimo. Mas, da mesma forma que Bob Dylan consegue ser um dos melhores cantores da música mesmo sendo um cantor de merda, Bukowski consegue transmitir emoção como se não fosse nada. O cara é visceral e forma imagens de beleza surpreendente, considerando a, em geral, "feiura" de sua matéria prima. Costumo dizer que ele é um Henry Miller rústico, sem aquela linguagem bem polida (não confundir o polida com educada ou formal, o sentido que eu quero aplicar aqui é de "bem construída"). Provavelmente será o primeiro da lista que vou terminar.

O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro - Sérgio Sant'anna
Considerada uma das principais coletâneas de contos do Sérgio - já passou tantas vezes por aqui que não vejo razão pra formalidades -, foi publicado pela primeira vez na década de 80 e relançado ano passado. Estou lendo aos poucos, um conto por vez, sem pressa.

50 tons de cinza - E. L. James
 Pra esse eu acho que devo umas explicações. É o seguinte, eu fui pago pra ler essa porra. Me deram 21 reais e me emprestaram o livro. Aceitei. Faz meses que tô enrolando com essa desgraça. Tô na página 330, mais ou menos, e é um tédio. Terá resenha. Acho que será minha obra-prima. O livro, no entanto, é bem seguro dizer que é o pior que eu já li na vida - sério, me fez sentir falta do Draccon (pelo menos do Draccon foi curto). Posso incluir aqui que meu preço pra ler as continuações subiu consideravelmente.

É isso. São 4 livros, coisa pra cacete. Tenho planos de resenhar 3 deles, então, provavelmente, só um será resenhado. Não sei se gostei desse esquema de postagem, me pareceu encheção de linguiça. Vocês acharam alguma coisa?

Um comentário:

  1. Eu sou suspeita para falar que gostei, afinal fui eu que dei a sugestão, mas eu gostei, gostei mesmo. Você foi até além do que eu tinha imaginado. Pensei em só dizer que livro estava lendo e pronto, sem demais explicações. Mas você fez o trabalho completo, como é de seu costume fazer.
    E por fim, de nada, não precisa agradecer; e que bom que ajudei de alguma forma.

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