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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Postagem de fim de ano e os caralho a quatro.

Se não me engano, terminei o ano passado dizendo que tinha sido um ano ruim, pelo menos pra mim foi. Esse ano agora, não sei dizer se foi ruim, talvez não tenha chegado a tanto. De forma alguma foi bom. Foi esquisito. Falo em um sentido além do pessoal, coisas estranhas aconteceram no mundo. Não sei se vale a pena listar quais foram, nunca tive intenção de fazer comentários sociais nesse blog, embora tenha me aventurado por essas perigosas trilhas no passado, prometendo a mim mesmo nunca mais fazer isso só porque não vale a pena e não leva a lugar nenhum.

O que que eu posso fazer pra dar um toque de conclusão a esse outro ano em que o blog sobreviveu. Comentários sobre o blog em si, em retrospectiva, podem ser bons pra começar. Eu falo isso toda hora e toda hora é verdade, mas nesse ano isso se elevou de uma forma inesperada, falta alguma coisa pra mim nesse blog. Não sei dizer se é conteúdo, aparência, reconhecimento. Pode ser tudo isso, mas não sei o que fazer pra mudar a situação. Quando penso em tomar medidas pra tornar o blog mais conhecido, logo me vem uma voz perguntando se isso importa. Se a página no facebook, por exemplo, tivesse 401 curtidas ao invés de 41, ia mudar alguma coisa? Talvez. Muito possivelmente mais pessoas de fora quisessem se comunicar comigo, muitas não tão agradáveis quanto as que já tenho algum contato frequente. Comentários não tão necessários ou amigáveis. Não sei se faço questão disso. Só tem uma coisa de que eu estou certo, não adianta me enganar dizendo pra mim mesmo que o blog é pequeno porque o conteúdo não é típico ou o meu jeito de escrever não serve para agradar o leitor etc. etc. e todas aquelas desculpas para que eu possa me sentir feliz e underground. Não é verdade, vi muita gente esse ano com conteúdo mais obscuro que o meu e muitos mais leitores. O estilo da escrita pode ser um bloqueio pro leitor convencional, mas não tão grande. O blog é pequeno porque eu sou preguiçoso e não tenho coragem de sair por aí nesse mundo de divulgação. Apesar disso tudo, gosto do jeito que as coisas estão, mesmo que às vezes pareça que o blog é particular.

A aparência, o layout, definitivamente é uma coisa em que eu quero mexer ano que vem. Talvez eu não faça, mas a vontade existe, só me faltam os meios. Mesmo que eu soubesse fazer, ainda me resta a dúvida do que fazer. Não sei que visual refletiria a personalidade do blog. Uma coisa simples, lógico, mas não tão desleixada como agora, que mais parece um blog de teste, sem dono, só com textos jogados aleatoriamente. Parece que o blog é um daqueles que costuma durar três meses, mas acabou sobrevivendo por mais tempo - o que é bem o caso.

Em se tratando de conteúdo, minha insatisfação é abstrata. Já falo de filmes, livros, música, pintura, faço textos próprios, crônicas, contos, poesias, opiniões aleatórias e nem sempre compreensíveis. Não resta muito o que escrever sobre, considerando meus interesses. O número de postagens caiu consideravelmente esse ano, mas não por falta de conteúdo planejado na minha cabeça, foi por falta de ânimo mesmo, vontade de fazer a roda girar. Isso é um problema.

Uma coisa que eu ando pensando faz tempo, mas nunca fiz por onde para realizar, era inserir um(a) colunista no blog. Convidei umas pessoas com o passar dos anos, mas nunca ia pra frente. Acho que posso fazer aqui o anúncio oficial (dessa forma ele fica escondido o suficiente pra que só as pessoas com interesse real encontrem). Se você estiver lendo isso, saiba ler e escrever, tenha vontade de produzir textos e fazer parte de um blog, mas seja muito preguiçoso(a) pra criar seu próprio blog, entre na página contato, logo acima, e mande um e-mail (sim, eu poderia simplesmente escrever o e-mail aqui, mas esse é meu jeito de dizer que, nesse blog, você vai ter que se virar). Não vou te pagar nada (nem eu ganhei porra nenhuma com essa merda, porque você acha que ganharia), talvez eu não te aceite por razões aparentemente arbitrárias, mas estou disposto a colocar mais uma voz aqui que não seja a minha. Estou cansado de mim mesmo, essa é a verdade. O conteúdo em si, não tem regras. Será como o seu próprio blog dentro do meu. Sem controle de conteúdo, sem mediação. Tem uma pessoa especificamente que eu pedi para fazer parte do blog, mas que não aceitou por insegurança e preguiça (acho que foram só esses os motivos) que eu gostaria que mudasse de ideia em 2015, mas...isso é outra história. A vaga está aberta independentemente.

Bom, mudando de assunto abruptamente. O que eu mais ando vendo nesse fim de ano são listas de melhores filmes, melhores livros etc. Não farei isso. Dessa vez não é por causa do meu hábito de ir contra e querer me fazer de lobo solitário. É porque eu tenho muita dificuldade de, no fim do ano, identificar as coisas que eu fiz nesse ano, e não em anos passados. Não sei dizer quais filmes eu vi quando ou quais livros. No fim a lista não seria dos melhores, mas dos 10 ou 5 livros que eu me lembro de ter lido esse ano e, por coincidência, gostei.

Uma coisa é certeza, muitas vezes em 2014 me impedi de escrever uma resenha por achar que não tem nada que eu pudesse escrever que fosse digno do livro. Bom, isso continua sendo verdade, mas agora eu não acredito que exista tal coisa como uma resenha digna. Então resenharei coisas que sempre considerei muito acima da minha capacidade esse ano, nem que seja só pra dizer "ei, esse livro é bacana, leiam".

Eu tenho uma mensagem bonita de fim de ano pra vocês pra poder encerrar o post? Não, não tenho. Tentem não morrer, que tal essa? Ou morram, se for essa a vontade de vocês, quem sou eu pra impedir, vocês são livres, ora! E feliz ano novo.

Obs.: com uma semana de atraso, acabei de descobrir que o Joe Cocker morreu. Caralho! Isso não é jeito de acabar o ano. Bom, em homenagem a uma das melhores vozes da música, um vídeo surrupiado do Youtube: 



Tá, e a imitação perfeita que o John Belushi fazia dele também, só pra não acabar o ano tão mal assim:


3 comentários:

  1. Que resolução mais inesperada! Estou muito surpresa com isso.
    Espero e torço que dê certo. Eu me candidataria a essa vaga se eu me achasse a altura do seu blog, da forma como você escreve...
    Foi bom ter te conhecido e conhecido o seu blog esse ano.

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  2. Demorei um ano e meio pra publicar essa ideia, agora está aí. Até o momento, nenhum interessado.
    Quanto a sua candidatura, já conversamos. Vamos ver o que acontece.
    Foi muito bom ter conhecido você e seu blog também.

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  3. Feliz Ano Novo, Raphael, e tente não morrer também! xD Também tenho os meus dilemas com o blog, se realmente deveria me importar com o número de comentários, seguidores e tal, se deveria aparecer mais no blog mesmo sendo tímida demais e todo o resto. Isso é normal, esse sentimento de que está faltando alguma coisa sempre tá presente, parece que nunca vai deixar de estar. Mas espero que você consiga se entender 100% com o Delirium e que o/a colunista apareça! \o/

    www.bibliophiliarium.com

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