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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Poesia: 67

olho da mente como espelho
enterrado nos mares azuis de tecido

               afundando

               afundando

               afundando

em direção ao amanhã sem escolha
a impressão da passagem do tempo em direção ao mesmo lugar
grande medo dos que nada tem a temer que seja real temor

fome
por exemplo
talvez frio

a necessidade da insatisfação contra a vontade da morte

4 comentários:

  1. Ainda que insatisfeito com o que possa vir, é melhor viver que morrer.

    A sua poesia é excelente.Foge do comum e diz muito.
    Gostei muito, Raphael.

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    1. No fim, esse acaba sendo o sentido da vida não é? Morrer é pior, então por que não viver?

      Muito agradecido. Volte sempre.

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  2. Cada vez mais fico impressionada com o quanto seus poemas estão evoluindo, cada vez mais profundos. E fico muito feliz com isso.

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    1. Muito obrigado, Maria. Até que eu percebo a evolução também. Acho que valeu a pena não parar com os poemas como tantas vezes eu anunciei que eu iria.

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caixa do afeto e da hostilidade