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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Poesia: 66

somos seres tão bem camuflados
que nos deixamos esquecer do maquinário complexo
dos processos escatológicos infindos que nos mantém vivos
tão bem camuflados
que esquecemos a imensa fragilidade humana
que vemos o reflexo no espelho como o todo
tentando fingir que não existe o que se passa por trás do exposto
ignorando que é uma fina camada de pele que cobre o que nos mata
que somos o mais frágil dos vasos
inimigos de nós mesmos
e ainda algo em nossas mentes cisma
em nos dizer que não somos animais

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