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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Poesia: 69

quem irá dançar
as melodias dos músicos mortos
cujas partituras viraram poeira

quem irá cantar
suas letras compostas
em língua morta

notas enterradas pelo tempo
história sem registro
passado sem memória

2 comentários:

  1. Olá, Raphael! Você escreve poesias! *O* (e já tem 69, sendo que essa é a primeira que eu vejo, my bad!) Adorei essa poesia, sério. A arte sempre serviu para imortalizar o ser humano, e mesmo quando ela não consegue, mesmo quando as palavras de certo artista ficam perdidas no tempo, ainda assim ficará uma marca. "Ninguém estará morto enquanto houver alguém vivo." Pelo menos é nisso que eu gosto de acreditar :) Mas sua poesia ó: fantástica.
    Abraços!

    www.bibliophiliarium.com

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    1. Olá. Escrevo, são 69 - agora 70, na verdade -, sem contar os apagados da era obscura desse blog.
      Fiz pensando na possibilidade dos gregos antigos terem feito música, por exemplo (não há qualquer registro disso, salvo à evidência baseada na musicalidade da poesia da época), ou dos milhares de milhares de textos sem autor ou ilegíveis ou os tantos que com certeza foram apagados sem que seja possível saber. Já existe tanta coisa, mas é assombroso pensar no tanto que já existiu e nós não fazemos ideia.
      Muito obrigado pelos elogios e comentários. Volte sempre.

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