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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Poesia: 64

se o ruído é branco
o silêncio é negro
pensa com a cabeça funda no travesseiro
formulando cenas
respostas para perguntas nunca feitas
perguntas para pessoas que nunca viu
papo simulado
dissimulado
interrompido por lembranças indesejadas
constantes invasoras noturnas
verborragia desatada
mata o sono com seu corrente nervoso de meias-ideias e frases cortadas
formigueiro de palavras

5 comentários:

  1. Nossa, adorei a poesia <3.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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  2. Muito bom! Me identifiquei bastante porque sofro desses pequenos (ou grandes, dependendo do tamanho da insônia) momentos antes de dormir em que me faço vários questionamentos tanto diários quanto existenciais. Repasso conversas em momentos, além de possíveis situações. Você conseguiu transmitir muito bem essa situação em seus versos :3

    P.S: Dei um Google para saber o que era verborragia, porque não fazia a mínima ideia HAHA
    Debora.
    Abraços!
    http://vanille-vie.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Né? Alguma coisa em tentar dormir que libera esses capetas da mente.

      E o jeito que eu usei verborragia ali foi um trocadilho também.

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  3. Aparentemente temos um poeta com insônia ;p

    Fico divagando assim também quando não consigo dormir, mas como isso é frequente já me acostumei a deitar só quando to literamente caindo de sono (nem sempre funciona, mas costumo dormir melhor).

    Mas tenho que confessar que às vezes até gosto de passar a madrugada divagando :)

    Beijos!
    Um Metro e Meio de Livros

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