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sábado, 23 de agosto de 2014

Poesias: 61, 62 e 63

61

digam-me onde fica
a fábrica de seres humanos
estou certo de que há uma dessas em algum canto

62

em todas as minhas buscas
há algo de literário, alheio, voyeurístico.
minhas idas e vindas são fetichistas
quero culpar alguém por isso.

63

pretensos poetas de guardanapo
uni-vos,
pois é na depressão,
é nos copos vazios
é nas paixões de segundos
é na sensação de consciência perante o nada
que nós nos sentimos algo.

4 comentários:

  1. São suas as poesias?
    Gostei. Principalmente da 63.
    Se existe uma fábrica de seres humanos; está inerente deixar algumas falhas nos produtos... e deve ser uma produção mais artesanal... porque são todos modelos diversificados...
    Até mais,
    http://resenhasdalu.blogspot.com.br/

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    1. Todas as poesias são minhas, exceto quando eu digo a origem. Bom que gostou, eu também prefiro a 63.

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  2. Se há uma fábrica de seres humanos, espero que eles aceitem devoluções pois alguns saíram com defeito...rsrs
    Adorei os últimos versos. Abraço!

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    1. Pois é, né? Uns não tem mecânico que ajeite. Grato pela visita.

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