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terça-feira, 10 de junho de 2014

poemas: 51 e 52

51

não me venham com papo de sociedade,
eu não a quero.
não quero suas exigências doentias,
seus maus hábitos
e códigos de conduta aos grilhões.
farei minhas regras,
muito obrigado.
quero viver por fora,
longe das escolhas de lados e políticas labirínticas.
evocarei os bons e velhos hedonistas
para minha constituição particular,
com convites dedicados aos que entendem,
entendem do prazer e
da poesia e da arte e do vinho,
da liberdade.

52

com seu ego etílico inflado
e armado com caneta e
pensamentos depravados
ele compartilha suas indiscriminadas
depressões e desesperos

Obs.: Falei no caralivro, no último post de poesia, que ia parar de inventar títulos e passar a numerar tudo. Tá aí. O blog tinha 50 poemas postados (margem de erro de 3 para mais ou para menos). Significa que eu postei 50 poemas aqui? Não. Devo ter publicado uns 100, metade foram pro limbo de onde eles nunca deveriam ter saído.

Um comentário:

  1. Poema 51 muito bom!
    Poema 52, mesmo curtinho, fácil de interpretar.

    Ótima ideia esse de numerar os poemas. Fica mais organizado.

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