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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

outro poema de vida curta

sessenta

minha musa, embora renegue esse seu alvo,
não precisa estar presente para cumprir seu papel,
minha mente inquieta e obsessiva te recria
de qualquer resquício de consciência
e cria palavras esperando te despertar ciência,
por mais ridículo que isso soe.
perdoa-me musa,
perdoa-me pois tu me atrais,
perdoa-me pois tu me inspiras,
e se quer saber a verdade,
culpo a sua conversa, culpo a sua beleza,
culpo e agradeço e me culpo por te culpar.
se não me aceita, que ao menos aceite as palavras,
por mais que elas não te façam justiça,
juro que tentam das melhores e piores maneiras possíveis.
mas saiba que as palavras precisam de você, musa,
não suma minha musa, ou há de sumir a poesia.
não ame, mas não abandone esse incompetente inspirado.
o que resta para me consolar é que musas, embora únicas,
não são só uma.

7 comentários:

  1. Não apaga eles não. gGsto de lê-los. De verdade.

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  2. Se minha opinião atrasada conta menos que 1%, não apague! Voltei do além, conversamos à noite?

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    1. Sua opinião conta 99%, moça. Mas falando sério, com esse comentário agora, eu mantenho esse poema aqui, porque ele prova que ressurreição é possível. Claro que conversamos.

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  3. Musa, como Linda foi para Paul Mccartney, sempre quis ser uma. Haha
    Realmente na angústia da saudade nossa mente inquieta, sempre relembra momentos com nossos amores imperfeitos.

    caminhadoemmarte.blogspot.com.br

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    1. Toda a mulher tem potencial de musa, não se preocupe, uma hora chega sua vez. Mas, falando sério agora, acho fascinante a capacidade criativa que certas pessoas inspiram.

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  4. Gostei, muito bonito!
    Alguém sempre pode ser musa de alguém.

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