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sábado, 4 de janeiro de 2014

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o tecido da camiseta é levado como onda sem praia nem ponto de quebra pelo vento plástico que aos ganidos desabafa o quarto.]
sozinho, tenta afastar a solidão com palavras, mas os pensamentos atrapalham.
os erros recentes ressoam na reclusão,
o silêncio ecoa sonoro por si só.
esse não é lugar nem dia nem hora nem pessoa para lágrimas,
mas os céus parecem discordar e choram pequenas pedras d’água na janela, pedindo para entrar às batidas e sendo recusadas e explodidas escorregam pelas vidraças]
e a vergonha e o arrependimento hão de passar quando o vento levar o ego
e só não é sozinho o nada.
o eu tem de morrer para dar espaço ao nada, pois
o nada é a verdade única e pura.

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Obs.: agora com playlist nova, com direito a Jimi Hendrix, Stravinsky, Qwwali, música hindu e poesia recitada - de poetas melhores que eu, ou seja, todos, mas, falando sério, é de gente como William Blake, Dylan Thomas, Allen Ginsberg, não tem nem comparação.

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