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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Machete - Robert Rodriguez


Como eu posso introduzir esse filme? Acho que explicar seu contexto e origem é uma boa ideia. Bom, um belo dia, Robert Rodriguez (famoso por From Dusk Till Dawn, a Trilogia do Mariachi e Pequenos Espiões - não é piada...) e seu amigo Quentin Tarantino (Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Django Unchained), decidiram homenagear os velhos filmes B e fizeram o festival Grindhouse, apresentando dois longas metragens e alguns trailers falsos com finalidade cômica. Entre esses trailers, estava Machete, um filme de ação, sobre um assassino mexicano, ex-policial federal, atrás de vingança. Clichê? - você pergunta. Pode apostar! Esse é o objetivo do filme, mas antes que eu vá com muita sede ao pote, agora que vocês já sabem de onde veio o filme, falarei sobre o enredo.


Machete (Danny Trejo), é um policial federal mexicano, com a missão de prender o grande traficante de drogas Rogelio Torrez (Steven Seagal...você leu corretamente, não se preocupe). A missão é uma cilada, Bino; a esposa dele é assassinada por Rogelio, a filha (ou filho, não lembro) dele também - só que não em cena, só por diálogo - e Machete é gravemente ferido. Passa um tempo, ele sobrevive e vira trabalhador ilegal nos EUA. Nisso ele é contratado por Michael Booth (Jeff Farhey) para assassinar o senador (Robert de Niro), que tem como campanha uma forte política contra a imigração, incluindo a adição de patrulheiros e cercas elétricas. Acontece que o Machete insiste em não ouvir o Bino e cai em outra cilada, mas sobrevive mais uma vez. Para realizar sua vingança, ele se une a Sartana (Jessica Alba), que é uma fiscal da imigração, a mítica figura "She" - Ela (Michelle Rodriguez) -, um padre (Cheech Marin, das velhas comédias sobre maconha "Cheech & Chong", e voz de uma das hienas do Rei Leão - referência para o meu público mais jovem) e todo um time de mexicanos, em uma batalha violenta e absurda.


Esse é o melhor filme ruim que eu já vi na vida, e esse é justamente o objetivo do filme, portanto isso é um elogio. O enredo é cheio de clichês. As atuações são risíveis, intencionalmente. Tudo que um filme não deve ser, esse filme é, e tudo de propósito, até mesmo a baixa qualidade do filme em que ele foi gravado, levemente danificado para dar um toque de filme B. Ainda assim, é extremamente divertido.



O elenco é ótimo e chega até a ser impressionante. A trilha sonora e todo o clima do filme é ridículo, mas isso é bom, nesse caso, já que esse filme não deveria ser bom mesmo. Se ele é ruim, é porque cumpre seu papel como homenagem aos exploitations da década de 70. Ele é ultraviolento, ofensivo em alguns momentos, cheio de nudez e sexo desnecessário para o enredo, mas muito divertido. Convenhamos, quem não acha engraçado ver o Machete arrancar a cabeça de 3 capangas com um golpe; ou fazer um ménage à trois em uma piscina, com a Lindsay Lohan e sua mãe (mãe no filme, não a real. Parece óbvio, mas é bom especificar); ou Machete usando os intestinos de um cara como corda. É exagerado, ridículo e absurdo, mas extremamente engraçado.

Eu gostei. Sei que não vai agradar a muitos, mas foda-se. Pra mim, esse filme é uma boa diversão de fim de semana e eu já o assisti duas vezes. Também mal posso esperar pela continuação, anunciada nos créditos do filme como uma piada, mas que realmente vai existir e já está em produção. Como vai ser a continuação? Veja o pôster:

Nota: 4/5



Um comentário:

  1. Eu simplesmente amo esse jeito de fazer cinema do Tarantino. Tou louca pra ver :D
    Sobre o post Vocais Femininos: eu vou fazer uma série, aí eu vou adicionar as suas sugestões, que eu gostei muito e não tinha me lembrado ;)

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