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domingo, 31 de março de 2013

Kroll Show - 1ª Temporada


É, aqui estou eu, de novo, falando de uma série, dá pra acreditar? E não vai ser a última vez, só estou esperando as temporadas das que eu acompanho acabarem. A primeira delas foi Kroll Show, que acaba de chegar ao fim de sua primeira temporada e já está confirmada para uma segunda. Pra quem não sabe, é bem comum para um comediante, em um determinado momento de sua carreira, receber uma oferta para liderar uma série de televisão. Aconteceu com Seinfeld, Dave Chappelle, Chris Rock, Larry David, quase todos os comediantes stand-up da história. Esse é o caso de Nick Kroll, comediante mais conhecido pelo seu trabalho em "The League", uma série razoável, que vai chegar a sua 5ª temporada esse ano. Kroll Show é a série dele, e somente dele.

Vamos a premissa. Pra falar a verdade, Kroll Show não tem um enredo linear e coerente, é um programa de esquetes rápidas. Cada episódio leva em torno de 5 esquetes, com começo meio e fim, mas que ficam variando entre si - talvez isso fique mais claro se vocês assistirem um episódio. Os temas dessas esquetes são sátira, só isso, sátiras dos reality-shows, comerciais e da televisão americana atual. Sabe esses programas que acompanham a vida de cirurgiões plásticos, músicos, donos de empresa de publicidade, gente rica, e por aí vai? Essas são as sátiras. Algumas acompanham toda a temporada, outras são apenas para o episódio. Algumas são hilárias, outras irritantes, mas a maior parte é extremamente real. Pode ser difícil pra quem nunca teve TV a cabo e não sabe como é a televisão americana, mas pode ser traduzido, se você imaginar um programa satirizando Zorra Total, Big Brother, as novelas, enfim, todos os programas de qualidade duvidosa da televisão brasileira.

Não consegui formar uma opinião completa sobre esse programa. Como eu disse, algumas das esquetes são engraçadas, mas outras são extremamente chatas e irritantes, a ponto de você ter que baixar o volume da televisão (computador, no meu caso), porque era tudo muito barulhento e pulsante. Os quadros, como eu disse, são interligados, então em um momento nos vemos um sobre um cirurgião-plástico canino, mas sem nenhuma explicação, o quadro corta para outro sobre dois amigos milionários e babacas. Todos os episódios são assim, provavelmente com o objetivo de satirizar o déficit de atenção do publico norte-americano, fazendo, então, um show hiperativo - isso é potencializado até nos créditos de abertura (o título do show, inserido em diversas marcas e referências a cultura pop, ao som de música eletrônica). Eu não tenho déficit de atenção, então quase fiquei louco assistindo os episódios. 

A série é razoável. Gostei dos primeiros capítulos, mas quase desisti de acompanhar no meio do caminho. Se não fossem só 8 capítulos, com certeza teria abandonado. Não decidi se assistirei a 2ª temporada, talvez se os roteiristas tomarem um calmante. Se você gosta de sátiras e não se incomoda de tê-las atiradas em sua cara a cada dez segundos, sem nenhum intervalo ou pausa para respirar, essa série é pra você.

Nota: 3/5





Agora imagina esses vídeos saltando da sua tela e tentando te estrangular.



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