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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Partido Islâmico Brasileiro


Acabo de ler sobre a tentativa de criação do PIB, Partido Islâmico Brasileiro. Vou admitir logo de início que não serei imparcial nesse texto, não acho que alguma vez fui 100% imparcial, mas nesse eu nem me esforçarei. Tenho certo desprezo por todas as religiões, do cristianismo ao hinduísmo, no entanto o islamismo eu guardo em um lugar especial, onde apenas os meus ódios mais profundos são guardados. Que fique claro. Esse ódio não é de islâmicos, e sim do islamismo, se você, caro leitor (como se alguém me lesse... Sério se você existir comenta aí, por favor. Dá um sinal de vida.) não sabe diferenciar os dois, não é problema meu, a não ser que o islâmico em questão seja fanático, terrorista e/ou fundamentalista, neste caso, odeio também o islâmico.

Palavras inexistem para descrever o tamanho da desgraça que seria o Brasil com líderes islâmicos. Só a bancada evangélica já é um grande retrocesso para o país. Uma porcentagem, mínima que fosse, de islâmicos na câmara, bastaria para nos levar de volta a idade média europeia, já sinto o cheiro dos corpos queimando. Talvez esteja exagerando, no site deles é visível que eles tem conhecimento de que o Brasil não é um país culturalmente islâmico, contudo, após observação mais detalhada, se torna óbvio que isso é um disfarce, de outra forma não atrairiam eleitores. Só que a máscara cai quando o partido afirma que o consumo de bebida alcoólica ocorre somente devido a propaganda, sem ela seria cabível proibir o consumo. Vou repetir caso pessoas mais lentas de compreensão estejam lendo esse texto. Proibir, no Brasil, o consumo, distribuição e fabricação de bebidas alcoólicas, no país da Ambev. Por um minuto sou levado a acreditar que os líderes do partido são na verdade traficantes querendo incluir um novo produto em seu catálogo, mas essa gente é inocente demais para um esquema dessas proporções, eles querem proibir o álcool somente porque Alá não gosta. Pelo menos não enquanto estivermos vivos, já que depois da morte, o paraíso oferece rios de vinho, que não deixa aquele que o bebe embriagado, também conhecido como suco de uva. Acha que eu estou mentindo, ora, pesquise você sobre o paraíso na cultura islâmica, talvez realmente esteja. Mas o álcool é o menor dos problemas, me afeta de modo pessoal, pois sou apreciador dos vinhos, uísques e outros líquidos para mim sagrados, por isso elevo sua importância, mas admito que seja a ponta do iceberg. A ameaça real é a tentativa de instaurar uma teocracia islâmica em um país de variedade religiosa como o Brasil. Por mais que eles neguem em todos os momentos esse objetivo, quando se diz que a intensão geral do partidor é gerar um governo com ideais nem capitalistas ou comunistas, nem liberais ou socialistas, mas sim unicamente islâmicas, logo se deve supor que o plano é tornar o Brasil uma nação islâmica, talvez por enquanto tolerante aos ideais contrários, mas isso é uma questão de tempo. Anos atrás os imigrantes islâmicos na Europa eram tolerantes aos costumes locais, hoje, como chegaram a um maior número, querem proibir a presença de cães em seus bairros entre outras leis de cunho estritamente religioso. O mesmo vai acontecer aqui. Já acontece com os pentecostais, que querem exigir a leitura obrigatória da bíblia nas escolas, proibir aborto até nas situações mais extremas (estupro, risco de vida a mãe, anencefalia), impedir a união entre homossexuais de todas as formas possíveis, enfim forçando suas crenças no povo em geral. Com o islam seria o mesmo, só substituindo a bíblia por corão.

De acordo com eles, o segredo para o progresso de nossa nação está no islamismo, pois este proíbe a cobrança de juros, que tanto enriqueceram “os banqueiros sionistas”, o vício das drogas e bebida, o pecado de acordo com Alá. Já é assustador demais para mim, contudo entendo porque algumas pessoas iriam concordar, mas vamos listar algumas consequências que pode trazer a influência islâmica no Brasil. Nada fora da realidade, só exemplos de leis vigentes em alguns países que seguem essa crença. Nossas mulheres serão obrigadas a vestir a burca, eu não sei quanto ao leitor, mas a mim isso parte o coração; apedrejamentos e chibatas em praça pública a mulheres adúlteras, prostitutas; pena de morte a hereges e apostatas, em um estado islâmico cristãos estão inclusos nesse meio; eu já citei isso diversas vezes, mas sinto a necessidade de repetir, proibição da fabricação, distribuição e consumo de bebidas alcoólicas; proibição do consumo da carne de porco (talvez produção também. Não garanto. Se for, é só um dos principais produtos exportados brasileiros, então nem deve afetar nossa economia, assim como o fechamento da Ambev não vai causar desempregos ou consequências graves); entre outros absurdos que podem ser vistos vez ou outra no Oriente Médio.

Não acho que o mundo pode se tornar um lugar melhor, não acredito em direita e esquerda política, acho os dois lados superficiais e incompletos. Não vai ser um partido laico que vai resolver todos os problemas do Brasil. Independentemente disso, tem uma coisa que não quero ver. O país retroceder, e será essa a maior consequência de eleger líderes islâmicos. Transformar o Brasil no Irã.

Os efeitos do excesso de liberdade

No que resulta uma geração sem limites, sem causa, sem lutas. Com tudo a sua disposição o ser humano decide, como não tem exigências a fazer, restringir suas liberdades, para que dessa forma a história se repita e, portanto, as antigas razões de revolta retornem.

Esse é um resumo da atual situação de nossa sociedade, recém-saída de um longo período de ditaduras (um pouco mais de 20 anos não é nada em relação a nossa história, então ainda é um fato recente), estávamos acostumados a termos uma moral limitada, mastigada, a conhecida censura. O fim dela permitiu uma liberdade de expressão quase ilimitada, e o ser humano teme profundamente o ilimitado. Com isso surgem os politicamente corretos, criaturas que simplesmente não aceitam que se utilizem formas diferentes da dele para se expressar.

Caso você, caro leitor, tenha vivido em autoexílio (já que o forçado acabou) e não tenha visto ou percebido o avanço do pc (sigla simpática, para encurtar o termo), farei uma breve explicação – ser pc é não usar palavras ofensivas, seguir toda e qualquer moda “verde” que surgir na televisão, pensar positivo e acreditar que de alguma forma isso ajuda, não seguir nenhuma religião por preguiça e medo das punições que ela promete, mas nunca admitir isso e dizer que na verdade a busca espiritual não precisa de religiões, talvez as religiões orientais que são mais leves e cheias de frases feitas e cheias de sabedoria para se usar em meio a outros amigos pcs (pois estes são seus únicos amigos, abandonam e desdenham os que não seguem suas ideias que na verdade são dos outros), entre outras característica típicas de pessoas iludidas. Tudo isso somado a incapacidade de aceitar que alguém discorde e, devido a grande propaganda que a cerca, a sensação de fazer parte da nata, da elite intelectual da sociedade, dos salvadores perseguidos de um mundo amoral e decadente. - Concordo que o mundo seja amoral e decadente, mas torna-lo, além de tudo isso, politicamente correto, por favor, que realmente venha o apocalipse!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ativismo no século XXI


Você faz parte da extrema minoria da humanidade que sabe ler, escrever, tem mais de uma refeição por dia, um emprego, talvez um carro ou curso superior, onde morar, família, amigos e mais uma série de “luxos”, logo deve ser feliz. Quem nunca ouviu essa afirmação, seja em um e-mail de corrente ou de algum cretino de facebook (que pra piorar posta uma foto de uma criança subnutrida na Etiópia com moscas no rosto como se isso fosse um ato humanitário)?



Como pode o ser humano ter atingido o grau de estupidez necessário para acreditar que ser parte da minoria que possui acesso aos meios básicos de sobrevivência é razão de felicidade? Como se não bastasse, os disseminadores dessas mensagens “positivas” creem serem grandes ativistas por repassarem um e-mail, acham que fazem a diferença, a “sua parte”. O que não é verdade e beira o delírio. Ver que é apenas uma minoria que tem capacidade de viver com o mínimo de “conforto” é na verdade razão para a tristeza, exceto que você seja um completo egoísta que não vê, ou pelo menos finge não ver, que para a sociedade estar bem não basta à minoria estar confortável e sim tentar mudar esses números. Mas isso é complicado, exige trabalho e esforço, nem todos estão dispostos a fazer alguma coisa, nem eu que escrevo este texto faço alguma coisa, mas reconheço a hipocrisia e a desgraça da experiência humana. Sei do desespero que é existir e não finjo felicidade às custas da miséria alheia.



Infelizmente vivemos em um mundo de disparidades, somos vítimas do acaso, uns nascem com muito outros com nada e estes se recusam a repartir para equilibrar, pois seria “comunismo”. Igualdade é coisa de “esquerdista”, é tirar a liberdade individual, quem trabalha tem o direito de gerar uma fortuna e queimá-la em superficialidades. Essa é a cultura da civilização, nascemos, crescemos e fomos criados dessa forma, mas, como somos bons, de vez em quando mostramos a miséria na página do facebook para salvar o mundo.



Aqueles que creem na bondade do ser humano e que o mundo pode ser salvo sabem que todas as grandes mudanças nas civilizações foram realizadas nas ruas, com sangue e suor, não em casa em frente a uma tela de computador. Se você realmente quer salvar o mundo, faça o mesmo, junte-se a eles. E desligue a porra do computador!