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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sobre Séries de TV - Parte 1(Hora da História com o Tio Rapha)

Todo mundo fala sobre séries, eu sei bem disse. Eu me juntar a esse grupo é apenas mais um sinal da minha decadência. Mas fazer o quê? Faz ou fez parte da minha vida e não há nada que eu possa fazer pra resolver esse problema. Hoje eu falarei para vocês, meus queridos seguidores e russos que aparecem por aqui de vez em quando, sobre as séries que eu assisto, as séries que eu gosto, as séries que eu odeio, enfim, toda essa bobagem que a juventude hoje em dia gosta.
 
Dessa vez não vai ter histórinha no meio do post, quero ir direto ao ponto. Então vou começar falando das séries que eu não gosto ou odeio. Lembrando que só incluirei aqui as que eu assisti. Se não estiver em nenhum ponto dessa lista, é porque eu nunca vi, ou vi uma ou duas vezes e não sei nada sobre. Outra coisa, não assisto nenhuma série que não seja comédia ou tenha algum humor no meio. Pois é, pode parecer bobagem, mas todas as séries de drama ou ação ou mistério, pra mim são impossíveis de serem levadas a sério (exceto as da HBO), os diálogos são fracos, a história previsível - são muito parecidas com as novelas brasileiras. De qualquer forma, a primeira série que eu não gosto, mas acho que muita gente gosta(gostava) é:
 
- House: Pois é, não aguento essa série. Admiro bastante o trabalho do Hugh Laurie em Blackadder, mas House pra mim é intragável. O personagem principal tem seus pontos positivos (o tal sarcasmo que todo mundo acha impressionante...) e a Olivia Wilde é um espetáculo por si só, mas séries "um monstro por capítulo" são muito previsíveis e exaustivas. Explicando o termo "um monstro por dia", lembram de Power Rangers, então, essa era a sistemática da série: um monstro novo aparecia por episódio (complicação), o resultado era sempre o mesmo, mas de vez em quando, alguma coisa aconteceria para desenvolver os personagens e seguir com a história, exatamente o mesmo andamento de inúmeras séries americanas (até porque não foi Power Rangers que criou esse sistema, foi só o exemplo mais claro), incluindo House. Surge um doente, eles pensam qual é a doença, erram, o paciente quase morre, o fodão aparece, cala a boca de todo mundo e salva o dia. Não é pra mim, vi uma temporada e cansei da coisa toda.
 
- How I Met Your Mother: Tenho um ódio profundo por essa série, pois ela não é engraçada, é extremamente previsível e eu não consigo parar de acompanhar porque eu quero saber quem é a puta da mãe daqueles moleques. Qualquer pessoa com meio cérebro sabe justamente cada uma das piadas do episódio antes delas acontecerem, experimente um dia, vai ver como é fácil o humor deles. Essa série só não foi cancelada ainda porque até os produtores querem saber quem é a atriz que vai interpretar a mãe, só pra que ela nunca mais trabalhe na vida. Os personagens são simplórios e nunca se desenvolvem, quando algo muda na vida deles, logo na outra temporada todo o desenvolvimento vai para o saco porque eles decidem reviver situações, personagens e roteiros. Vi graça em uma temporada, fui cansando na segunda, e agora, depois de oito anos, quero que o mundo acabe nessa sexta pra que eu não precise mais assistir essa merda.
 
- Friends: Agora eu acho que fui longe demais, mas é verdade. Não gosto de Friends. Não odeio, mas não acho graça nenhuma. É previsível, o humor é fácil, os momentos amizade me enojam, até a música de abertura me incomoda. Assisti alguns episódios aleatórios e parei.
 
- Two And a Half Man: Charlie Sheen só interpretou um papel a vida toda - ele mesmo -, pois é aí que termina sua capacidade de atuação. Se ele está em algum lugar hoje é graças ao pai, que hoje deve se arrepender profundamente do que fez. De novo, o humor é fácil e o timing dos atores é péssimo. Nem vou falar da temporada atual porque me recusei a assistir esse fiasco. Tudo que foi dito agora vale para a nova série dele, que eu esqueci o nome.
 
Notem uma coisa em comum entre How I Met Your Mother, Friends e Two and a Half Man - laugh track. Aquela risada artificial que busca apontar para o público o que ele deve achar engraçado. Essa é a marca de uma série ruim.
 
Acho que é só sobre as que eu não gosto. Estava pensando enquanto escrevia e percebi que existem bem mais séries que me agradam do que me desagradam, talvez esse post tenha que ter continuação. O problema é que eu sempre esqueço de continuar, então eu vou citar algumas séries que eu gosto para parecer que o post está completo caso em nunca volte a ele.
 
Louie: série atual e em andamento, com o Louis C.K., interpretando ele mesmo como um comediante em Nova York, divorciado, com duas filhas e uma crise de meia idade. Tem o mesmo andamento de Seinfeld, mas sem laugh track e sem censura. Não tem nada nesse programa que não possa se tornar uma piada e é por isso que eu acho a série genial. Uma das melhores da atualidade.
 
 
Quem não fala inglês que me perdõe, mas fodam-se os seus problemas
 
 
- The Office (britânico e americano): a série britânica é simplesmente hilária, enquanto a americana tem seus defeitos, principalmente nas temporadas atuais, mas ainda assim diverte. Ambas não utilizam laugh track, na verdade funcionam como um documentário. Sugiro a versão original para qualquer um que goste de comédia. Quanto a versão americana, ao final da 9ª temporada, farei uma resenha completa.
 
- Seinfeld: essa tem laugh track, então por que eu gosto? Ora, essa série não se limitou ao humor fácil. Eles fizeram algo que ninguém tinha feito antes, a busca pela série sobre nada, o humor cotidiano baseado em detalhes e situações comuns. Eles conseguiram tornar uma fila de espera para entrar em um restaurante chinês, algo engraçado. Os diálogos são excelentes, as interpretações conseguem ser se aproximar do natural (considerando que a cada 2 minutos as falas são interrompidas por risadas nada naturais), enfim, é uma série muito boa e que até hoje consegue ser muito engraçada.
 
- Curb Your Enthusiasm: essa sim é a série mais engraçada da televisão atualmente. Larry David, escritor e produtor de Seinfeld, decide fazer um programa sobre ele e seus pensamentos. Não recomendo para aqueles que concordam com o politicamente correto. Essa série faz piada de todos os assuntos possíveis, incluindo violência doméstica, holocausto e mal de Parkinson (com participação do Michael J. Fox). É uma série genial em cada detalhe e que eu sugiro a qualquer um que entenda e goste de comédia. Espero ansiosamente que a HBO anuncie a nona temporada (que eu acompanharei na minha tv a cabo alternativa).
 
 
 
Assim eu encerro a primeira parte desse post e dou fim a dignidade desse blog. Espero que tenham gostado.

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