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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Lua dos Sonhos



Lua - taciturna e indiferente lua, que mantém a sanidade da noite,
observa
observa e ilumina este corpo estirado e embebido em vinho
corpo que chove de saudade por sua amada perdida
amada que nunca me amou, amando outro amor
Ajuda-me a dormir, a abandonar a vigília mais uma vez, pois quero sonhar, pois em sonho ela me [visita, ela me iludi
ela me ama

Nesse outro mundo surreal, em que as pessoas vêm e vão
nascem e morrem, para poder acordar
mundo em que frases mudas são interrompidas sem aviso
as leis e a lógica inexistem

Encontro-a sempre nesse mundo e realizo meus desejos impedidos ao despertar

Agora somos duas ilusões
nuas e pervertidas
que se transformam em
um caralho e uma boceta em posições cósmicas e oníricas
 que se transformam em um emaranhado de luxúria  cruelmente interrompido pelo amanhecer [inevitável

Acordo e estou vivo ainda
sozinho na solidão mais forte – a companhia do sol
vivo
A vigília como uma sala de espera para a próxima
ilusão

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