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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Diários de um Jornalista Bêbado

 
 
Ah! As adaptações de livros... O veredicto que darei logo mais a esse filme, não é definitivo, pois ainda não li o livro no qual ele se baseia. Conheço o autor, Hunter S. Thompson, seu histórico, sua opiniões, li alguns de seus artigos, e já o vi em algumas entrevistas, sem o que esperar do autor e acho que é justamente o tipo de literatura que me agrada, contudo, ainda não tive tempo de lê-lo. Vi o filme mesmo assim, pois ele serve como uma "continuação", embora não relacionada, ao filme, de 1999, Medo e Delírio em Las Vegas, também baseado em um livro do Hunter que eu não li.
 
Medo e Delírio, é um filme excelente, sobre um jornalista (Johnny Depp) e seu advogado porra-louca (Benicio del Toro) e suas experiências com drogas em Las Vegas - trama simples, mas interessante, se bem desenvolvida. Dirigido por Terry Gilliam (ex-Monthy Python), o filme entre o humor e o bizarro, de forma extremamente perturbadora - como já era de se esperar do diretor de Brazil. Um filme excelente, que fez ter vontade de assistir "Diários de um Jornalista Bêbado", na esperança de que desse continuidade ao belo trabalho.
 
Minha primeira decepção, foi que o Terry Gilliam não é o diretor desse filme. Ele seria perfeito para o filme, embora o foco desse não seja as drogas, mas sim o álcool. Johnny Depp seguiu com o papel principal, o que é bom, pois ele é o melhor imitador doHunter S. Thompson que eu já vi na vida. O próprio autor, disse que ninguém mais poderia interpretá-lo, depois de assistir a sua atuação nos testes para o primeiro filme. Ainda assim, o filme não consegue ser tão bom quanto o seu antecessor.
 
A trama se dá em Porto Rico, lugar em que Paul Kemp (alter-ego de Hunter), busca trabalho como jornalista, conseguindo uma vaga no setor de horóscopos. Lá ele encontra um capitalista malvado, que quer transformar uma ilha, em um grande hotel para a classe alta branca americana. O capitalista é noivo de uma baita gostosa (desculpem-me as moças que acompanham esse site, mas toda a vez que eu boto uma foto de uma mulher linda na resenha, minhas leituras triplicam, indo de 2 pra 6, o que pra mim é necessário...), chamada Chenault (Amber Heard). Ele é convidado pelo capitalista pra entrar no rolo, mas depois de umas confusões, é convidado a se retirar. O filme termina com um letreiro explicando o que aconteceu com cada personagem (não sei porque acho que isso não acontece no livro...).
 
O filme é mediocre - desculpe-me por estragar a surpresa. nenhum dos "plot-points" é bem desenvolvido e o roteiro em si, parece superficial e corrido - típico de adaptações. Eu sei, botar um livro em um filme, é como botar um elefante num fusca, no entanto, alguns roteiristas conseguem adaptar bem. Esse não é o caso. Tanto, que eu percebi a falha, mesmo sem ler o livro.
 
É boa diversão, as cenas do Paul Kemp fazem o filme valer a pena - principalmente se você já viu o Hunter S. Thompson em alguma entrevista ou vídeo e conhece a voz dele e seus maneirismos. Ele e seus companheiros de trabalho alcólatras são o ponto alto do filme. Vale a pena, mas não é nada espetacular - faça o que eu não fiz ainda e leia o livro.

Nota: 3,0 - pra fazer caridade!

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