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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Bob Dylan - Tempest (2012)


Não pensei que eu fosse dizer isso, mas este ano está ótimo para a música. É verdade que tem um monte de merda sendo lançada diariamente na música pop, sertaneja, brega e eletrônica, mas alguns lançamentos me fazem esquecer de tudo isso, e lembrar que houve um grande período na história da música em que as letras eram poéticas e tinham significado, o instrumental era composto por músicos e não máquinas, e a aparência do músico pouco importava. Essa foi a década de 60 para o rock, um mundo de paz, amor livre, drogas e boa música.
 
Falando nisso, já mencionei alguma vez nesse blog, que Bob Dylan é foda? Não?! Ora, que erro da minha parte! Deixe-me compensar por esse erro: - Bob Dylan é foda pra caralho! - Pronto, acho que foi o suficiente... Pensando bem, não foi. Repito: - Bob Dylan é foda pra caralho, porra! - Agora sim. Se você é menino juvenil, criado na era da internet, acostumado a ouvir Michel Teló ou aquele vesgo viado que eu me esqueci o nome, saia daqui e vá até o tio google. Busque por Bob Dylan, escute alguns dos discos e agora volte. Sua vida vai mudar completamente. Eu insisto em uma teoria que diz que todo o adolescente, pelo menos uma vez, quis ser Bob Dylan, até os que não sabem da existência dele.
 
Tempest, álbum mais novo desse gênio, é uma excelente apresentação de sua obra para as novas gerações. Tem folk, tem blues, tem jazz, tem rock, tem poesia, é um resumo de uma carreira de 50 anos.
 
Eu queria ser imparcial e falar sobre esse disco como um crítico de verdade, mas é preciso coragem para falar de um músico com tanta bagagem. É verdade que ele teve momentos baixos em sua carreira, todos tiveram. Na verdade, tudo que ele fez nos últimos anos foi bem chato. Mas Tempest foi um retorno tão bom, tão incrível, que apagou todos os momentos de mediocridade da carreira dele (se apenas o Rush ouvisse esse álbum e aprendesse uma lição ou duas...).
 
Resumindo - se você conhece o Dylan e gosta de seu trabalho, você já ouviu esse álbum e sabe como é bom. Se você não o conhece, se arrependa e será perdoado. Se não gosto, eu tenho pena de você... só isso.
 
Nota: 5,0/5,0
 
 
 
 


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