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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Incrível Homem-Aranha (2012)

Gostaria de iniciar essa resenha deixando claro que não gostei da trilogia do Sam Raimi. Dar fim aquele desastre e começar tudo do zero foi uma das melhores ideias da Marvel, só seria necessário cuidar para que o reboot não fosse tão ruim quanto seu antecessor, ou mesmo, pior. Então, indo logo ao ponto, o filme é uma grande melhora. Não é perfeito, tem uma tonelada de defeitos, mas estes são bem espalhados pelo filme, tornando-os mais difíceis de perceber.
 
A sinopse todos conhecem: - menino é um babaca; menino é picado por aranha; menino deixa de ser babaca, pero no mucho. Cientista tem uma série de defeitos; cientista inventa uma cura para os defeitos; merda acontece; cientista vira monstro (nesse caso, Lagarto). Moça é muito bonita; moça gosta de babaca, mas este não se manifesta devido à sua condição de babaca; babaca muda de atitude; eles se apaixonam; ela vira uma dama em perigo; ele a salva, mas percebe que os dois não podem ficar juntos... OU SERÁ QUE NÃO?! - Enfim, já vimos essa história uma porrada de vezes, não é exatamente esse o foco do filme, mas sim como essa história é reexecutada.
 
Li durante a infância e adolescência alguns quadrinhos do Homem-Aranha. Com o surgimento da internet, pude até ter acesso as primeiras edições de 1900 e minha vó era gostosa. Então eu sou um dos muitos que sabem que a Mary Jane não chegou primeiro. Peter Parker já tinha comido a Gwen Stacy anos antes. Com isso, fiquei puto com o papel dela no Homem-Aranha 3 (não só por isso, esse filme é uma bosta...) e satisfeito com o papel dela no Incrível Homem-Aranha. Ela é justamente a imagem da Gwen Stacy dos quadrinhos, estudiosa, estranha, com um bom senso de humor e, com o perdão da palavra, gostosa pra caralho. Não tenho o quê reclamar dela nesse filme, pelo menos, não ainda.
 
O cara que faz o Peter Parker é satisfatório, nada espetacular, mas muito melhor que o cara que fazia o papel antes (esqueci o nome, nunca fui com a cara dele como ator). Diferentemente da primeira trilogia, o gênio dele é explorado e não só mencionado e esquecido. Ele inventa a própria teia e os lançadores (obrigado diretor e roteirista) e ajuda a completar a equação do pai. Além disso, ele tem algum senso de humor e, no começo, é bem arrogante quanto aos seus novos poderes, até levar uma surra do Lagarto (que ele ajudou a criar, como manda o livro "Como Fazer um Bom Vilão nos Quadrinhos").
 
Vamos ao Lagarto. Gostei, ponto. É verdade, não tem muito o que dizer. Ele não é nenhum Coringa ou Bane, mas é satisfatório. Essa é a palavra que define esse filme - Satisfatório. A melhor parte é que ele não morre. A Marvel aprendeu que, assim como nos quadrinhos, não é necessário matar um vilão para terminar o filme. Finalmente. Viu Sam Raimi? Não precisava matar o Venom, seu filho da puta!
 
Em geral, o filme é bom. Não é incrível, mas eu esperava coisa muito pior. É verdade que o Aranha não precisava tirar a máscara a cada dois segundos, é verdade que ele não precisava deixar o nome na câmera fotográfica, mas, vamos considerar que isso não é erro do roteirista, mas de um herói principiante... Não justifica, porém explica. É verdade que a cena dele terminando com a Gwen é completamente inútil, já que ele dá a entender que não vai respeitar o último desejo de seu falecido sogro e vai continuar a foder sua filha independente do risco que isso gere a ela, mas, sinceramente, alguém esperava o contrário? Espero que a continuação resolva os problemas do primeiro e dê uma boa continuidade. Quero ver se eles vão ter coragem de matar a Gwen.
- Nota: 4,0/5,0

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