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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Amor Eterno


A altura dos meus 21 anos de idade, sofro ao dizer que nunca amei ninguém. Já disse amar, já acreditei amar, mas amar verdadeiramente – nunca. O motivo disso é que acredito que o amor verdadeiro é eterno, logo, quando o suposto amor acaba, deixa de o ser e se torna simples atração, desejo sexual – nada mais, nunca o foi. Confundi o desejo com amor, pois não sabia o que amor era. Pensava saber, mas estava errado. Errei incontáveis vezes e penso que você, leitor, também. Sei que tenho o péssimo costume de parafrasear Nelson Rodrigues em qualquer circunstância, porém ele tinha razão – amor que não é eterno, não é amor. É uma característica inegociável, permanente.

Mesmo sendo formas diferentes de amor, quero lembrar a todos dos amores fraterno e materno. Esses sim, eternos por essência. Nunca vi uma mãe deixar de amar um filho. Já vi sim famílias enterradas em desprezo mútuo, mas que um dia se amaram e hoje se odeiam, nunca. Até em meio as maiores adversidades. O mesmo vale para irmãos e pais, nunca deixam de se amar. Portanto por que haveria o amor passional de ser diferente? Amor é sempre amor independente da origem.

Com isso concluo, não amei de verdade aquela loirinha de olhos azuis que me deixava louco nos meus tempos de descoberta. Não amei a garota de cabelos negros que comigo perdeu a inocência. Não amei as que vieram depois, nem mesmo aquelas nas quais perdi o sono pensando, me embriagando e escrevendo poemas que nunca declamei e cartas que nunca enviei. É um fato, por mais triste que seja. Por mais que quisesse acreditar que as amei – era mentira. Sou um falso e vocês também, ainda assim somos capazes de amar, só não sabemos como é.

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