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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amor ao próximo


Não amo você. Sinceramente, do fundo do meu coração, caro leitor. Provavelmente, não sinto nenhuma forma de amor por você e nem você por mim. A razão disso, você pergunta? Ora, não te conheço, não sei quem você é, e simplesmente não pretendo me esforçar para fingir que me importo, só para parecer bem perante a sociedade.

A ideia de amar a todos é impossível, absurda e autoritária. Eu tenho critérios para distribuir meu amor. Até mesmo o platônico. Não é qualquer um que o recebe. Na verdade, são poucos que o merecem. Qualquer um que diga amar a todos, pode até querer que isso fosse realmente verdade, mas não o é.

A ideia de que todos precisam se amar é simplesmente hipocrisia (que fique claro que isso não é uma critica. A hipocrisia é necessária para que o mundo gire, evitando o caos completo, eu mesmo sou um completo hipócrita), se você simplesmente se admite incapaz de amar a um desconhecido, você se demonstrar inferior ao seu vizinho, que por sua vez não é tão ético, e mente descaradamente e frequentemente sobre o quanto ele ama a todos os seres vivos dessa terrinha maravilhosa criada com todo o carinho por deus todo poderoso.

E não me venha com historinha de doações e trabalhos voluntários. Isso não é amor, isso é alimento para o ego. Ajuda, e é melhor fazer do que não, mas repito, não é amor.

Entre todas as falsas virtudes que o ser humano no curso de sua existência inventou, o amor geral e compulsivo é, provavelmente, o mais respeitado e anunciado pelo grande público. Mesmo sendo completamente falso e desnecessário. O ser humano não precisa ser amado ou amar a todos. Chega dessa carente infantilização!

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