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terça-feira, 31 de julho de 2012

Confissões de um ex-espírita


Nasci e fui criado em uma família espírita. Desde os dois anos já frequentava centros e ouvia sobre a religião. Essa foi a religião que me foi imposta quando era criança, não era necessariamente forçado a acreditar no espiritismo, mas sim em deus. Durante a minha infância e começo da adolescência, realmente acreditei naquilo tudo. Que deus existia, Jesus era um cara legal e o espiritismo a grande verdade absoluta que preenchia todas as lacunas da ciência. Quem poderia me culpar? Era uma criança e não tive acesso a nada que dissesse o contrário, quando tive, deixei de acreditar.

Não quero desrespeitar crentes de nenhuma espécie ou afirmar que esse singelo texto prova a não existência de deus ou a farsa do espiritismo. Aqui estou apenas reunindo um conjunto de ideias que me fizeram deixar de acreditar e podem auxiliar leitores que estejam em dúvida a tomarem uma decisão. Na verdade, algo indetectável, não pode ser provado como falso, mas tampouco como verdadeiro. É tudo uma questão de fé. Eu não acredito pela falta de evidências a favor da existência de espíritos, vida após a morte, Jesus, deus etc. Se amanhã um grupo de espíritos se mostrarem visíveis, o que de acordo com o próprio espiritismo é possível graças à materialização, e disserem que eu estou errado e que realmente tudo que Allan Kardec escreveu sobre é verdade, mudarei, naturalmente, de opinião. Até lá, sou ateu e continuarei sendo.

Por que o espiritismo está errado? É com essa pergunta que quero partir com as ideias do texto. Por causa de certas afirmações que ele faz que, são incoerentes, erradas ou simplesmente demonstram um alto nível de covardia intelectual e pseudociência.

Comecei a duvidar da veracidade do espiritismo quando os “espíritos”, que Kardec entrevista, começam a falar sobre os sonhos, no livro dos espíritos. Você, caro leitor, pode acreditar em mim ou não, não citarei aqui páginas de livro, capítulos ou coisa do gênero. Faça você sua própria pesquisa e depois diga que eu estou mentindo. De acordo com o espiritismo, os sonhos são encontros reais que o espírito, quando se desliga do corpo durante o sono (o que acontece com todos, não só os espíritas), tem com outros espíritos em outros mundos e assim por diante. De acordo com Freud, o sonho não é nada além de uma representação fictícia, simbólica e, por vezes, surreal, da realização de um desejo. Jung acrescenta a essa ideia, a possibilidade de fatores do cotidiano e do inconsciente, também fazerem parte de um sonho. Sempre de forma incoerente e simbólica. O que, quando paramos para reparar em nossos sonhos, faz mais sentido do que um encontro com outros espíritos. Exceto que o mundo espiritual seja uma obra de Salvador Dali e os espíritos tenham se esquecido de acrescentar esse detalhe em seu livro. Eu sei que isso serve apenas como experiência pessoal, pois retiro essa base dos meus próprios sonhos, mas creio que a maior parte das pessoas concorde quanto a esse fator. Outro detalhe é que, de acordo com o espiritismo, quando encontramos um conhecido, morto ou vivo, durante um sonho, realmente estamos nos encontrando com ele, em espírito, mas com ele. Hoje já não me acontece tanto, mas houve um tempo em que meus horários de sono eram muito irregulares e dormia em uma hora que a maior parte de meus conhecidos estavam acordados, logo, com seus respectivos espíritos contidos em seu devido lugar e não vagando por aí. Mesmo assim ainda sonhava com amigos e companheiros de trabalho, sempre em situações absurdas e cenários retirados de memórias do passado, que conhecia e faziam parte do mundo real, embora não fossem coerentes. Enfim, quase um filme do Buñuel. Com tudo isso, quando o espiritismo fala de sonhos, minhas experiências pessoais concluem que está errado.

Pensei nisso ainda tinha uns catorze anos de idade e foi partindo desse momento que comecei a me tornar mais cético quanto ao espiritismo e quanto mais falhas descobria, mais me aproximava da total descrença.

Em segundo lugar está o fato de que, ao longo das obras básicas, Kardec repete exaustivamente, como se com isso esperasse tornar a afirmação verdade, que a categorização do espiritismo como revelação divina se dava devido à uniformidade com a qual as manifestações espíritas ocorriam pelo mundo, contudo não se pode dizer que isso é verdade. As manifestações ocorreram e ainda ocorrem baseadas na crença pessoal e cultura de cada região. Muitas manifestações de “espíritos” ocorrem, por exemplo, entre as religiões africanas. Em essência é a mesma coisa, mas com ideologias morais diferentes e até mesmo deuses. O mesmo vale para a reencarnação Hindu, que será mencionada logo. Algumas manifestações acontecem de forma similar nas igrejas evangélicas, mas são consideradas obras do demônio. Então não há uniformidade de fenômenos. Há uma semelhança na forma que eles acontecem, então pode se dizer que é porque são uma manifestação natural, psicológica do ser humano, sua interpretação (que é o que importa) varia de acordo com a crença. De acordo com a afirmação de Kardec, a interpretação deveria, obviamente, ser que o espiritismo é verdadeiro, mas não é o que ocorre na realidade.

Quanto a psicografias e outros fenômenos mais individuais, podem ser facilmente forjados. Tanto que existe um site somente dedicado para essas farsas. A pergunta que normalmente se faz é – qual o motivo para tais farsas? Ora, não é necessário um motivo, a crença em si, já é razão o suficiente. Todas as religiões já falsificaram provas com objetivo de atrair crentes, mesmo quando não existe lucro, simplesmente para estar certo. Além disso, alguns “fenômenos” se dão, pois, o médium sofre de problemas psicológicos ignorados que tendem a sumir após medicação, logo ele realmente acredita que é um espírito que está escrevendo ou ditando ou, seja lá o que for. Estando no meio por muitos anos, já ouvi falar de psicografias realmente espetaculares, como uma mulher que escreveu um texto em inglês, mesmo sendo ela uma semianalfabeta, contudo nunca vi o texto para saber se realmente existe ou se está escrito corretamente. Não acho que ele foi corrigido ou sequer lido, pois embora todos soubessem que estava escrito em inglês, seu conteúdo é, por mim e todos que falavam sobre ele, desconhecido. Além de outras obras curiosas, para não dizer coisa pior, como os livros “pós-morte” de Tolstói e Victor Hugo (sim, realmente existe, podem procurar. Alguém foi cara-de-pau o bastante para utilizar o nome de dois dos maiores escritos da literatura mundial, como espírito autor de uma obra psicografada). Nunca os li, embora tenha curiosidade, não por achar que seja idôneo, mas pelas risadas que pode me gerar. Mesmo sendo parecido em estilo com os escritores falecidos, estilo é fácil de ser imitado por alguém com conhecimento suficiente e um mínimo de habilidade. Não prova nada. Isso sem falar de livros e psicografias que buscam justificar moralismos e preconceitos do autor, em nome dos espíritos, como por exemplo o livro “Memórias de um Roqueiro” (o título pode estar errado, mas é quase isso), que foi escrito por um espírito “não identificado”, mas na capa é óbvia a caricatura do Raul Seixas, então é um tanto sugestível. Que busca dizer que a vida de sexo, drogas e rock ‘n roll é errada e o próprio espírito autor do livro se arrependia profundamente de ter influenciado tantos jovens a levarem uma vida de pecado. O mesmo aconteceu com uma suposta psicografia de autoria do Fred Mercury, em um centro espírita que minha mãe frequentou, na cidade de Santos, escrita totalmente em português, por incrível que pareça, que fazia basicamente as mesmas repreensões aos hábitos do mundo do rock que o livro supracitado, com um extra mencionando a imoralidade do homossexualismo, mesmo considerando que, diferentemente do resto do cristianismo, em sua essência o espiritismo não é contra homossexuais, contudo isso não reprimi sentimentos homofóbicos dos “médiuns” que, ao receberem uma mensagem de Fred, inconscientemente inserem sua intolerância pessoal na carta.

Se isso não é o suficiente para levantar dúvidas quanto à verdade do espiritismo, direi agora o motivo principal pelo qual abandonei o espiritismo. O fato de que, mesmo com toda a crueldade, contradições e absurdos, o espiritismo ainda segue o cristianismo cegamente. Utilizando de todo um arsenal de distorções, invenções, “metáforas” e “cherry picking” (odeio americanismos desnecessários, mas não consigo pensar em uma expressão que sirva no momento. Basicamente significa escolher as passagens mais bonitas e ignorar as cruéis, igual a um fazendeiro colhendo frutas). Então pode se concluir, levando em considerar a necessidade do ser humano em encontrar conforto para sua própria existência, que o espiritismo é só uma tentativa falha de explicar os ensinamentos cristãos e mesclá-lo de alguma forma com ciência. Kardec era mais um cristão, que era racional o bastante para entender que a bíblia era um mito cruel e imoral (ele menciona isso em várias passagens de seus livros), mas covarde para encarar o vazio e a insignificância da vida. Com isso, lutou por anos para inventar possíveis leis “científicas” para embasar suas ideias e assim sentir-se menos culpado, encontrando as duas jovens católicas e, possivelmente, esquizofrênicas, que lhe disseram aquilo que ele tanto queria ouvir. Em suma, os fenômenos espíritas são exatamente isso, truques que nosso cérebro prega nos sentidos do crente (não o evangélico, mas simplesmente aquele que crê), para que embasem suas crenças e vontades. Uma justificativa forjada da fé.

7 comentários:

  1. Creio que há sonhos literais (espiritismo). E há sonhos simbólicos (Jung). Já os tive, ambos.
    Já fui evangélica, ateia, agnóstica, umbandista e espírita. Já li sobre outras religiões e visitei alguns de seus templos. Penso que nenhum desses sistemas é perfeito e fechado. Encaro-os como fatias da verdade. O próprio ateísmo é extremamente falho ao procurar, muitas vezes, respostas tão mirabolantes e complicadas do que a explicação simples que uma religião traz a respeito de determinado fato ou fenômeno. É claro que em muitos meios é "cool" dizer-se ateu, assim como declarar-se amante do Jazz.
    Tento pensar por mim mesma e procurar como guia a INTUIÇÃO.

    Abraço

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    1. Não posso afirmar que você está errada nas suas crenças. Como é bem visível no texto, meu objetivo não é propagar nenhuma verdade ou conclusão, até porque não as tenho. Só quis passar os motivos que fizeram que eu abandonasse o espiritismo e, ao mesmo tempo, o cristianismo. No mais, diria que meus ideais filosóficos ficam em algum lugar entre o absurdismo de Camus e o niilismo de Cioran. Mas isso é pessoal e não vem ao caso.

      Quanto a se declarar ateu ou amante do jazz só para soar legal (desculpe, acho que estrangeirismos desnecessários são muitas vezes usados para que a pessoa que escreve ou fala pareça "cool"), isso é problema de cada um. Eu sou amante do jazz, pois é boa música.

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  2. Amigo!
    Se voce tivesse sido um espirita de verdade nao soltaria tanta asneira assim.
    É mais um evangelico, catolico ou ateu que leu algumas coisas sobre o espiritismo e fica tentando elaborar ideias contra essa doutrina.
    Lembrando que se vc tivesse sido um espirita estudioso, saberia que nem o espiritismo esta livre do erro humano, pois tudo que o homem poe a mao, ele altera de alguma forma, para isso temos que ser sabios e nao sair acreditando em tudo que vem do lado espiritual ( estude e pare de falar aboboras)
    Voce disse uma coisa que demonstra sua ignorancia no assunto... Ex: quando diz q foi a um centro esp. e viu uma psicografia de F.Mercury. Vc disse q o espiritismo eh homofobico.
    O espiritismo condena a promiscuidade, o sexo desrregrado, os excessos em geral. Se vc tivesse sido espirita de verdade saberia que ele nao condena e ate explica de forma bem clara o pq de nascerem homossexuais no mundo.O que nao justifica uma vida de excessos.
    Fera! Vai estudar a doutrina que voce tera vergonha do que escreveu.
    Deixa de ser mentiroso pois voce nunca foi espirita!

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  3. Segui um caminho oposto ao seu. Considerando minha limitada memoria e capacidade de auto-analise acho que nunca acreditei realmente em Deus. Ainda sou jovem, tenho 21 mas por volta dos 15 conheci o termo ateu e mais pela necessidade de afirmação que tal idade exige tentei ir um pouco mais a fundo: comecei a ler os famigerados existencialistas, Sartre e Camus. Muita coisa aconteceu de la pra cá, pelos 18, em um intercambio no exterior, diversas experiencias de coincidencia, sorte, "providencia", me fizeram SENTIR que alguma força inteligente, existia e alem disso tinha como uma de suas essencias a propriedade de nos guiar. Momentaneamente cheguei a ter fé em Deus. Aos 19, de volta a São Paulo comecei com um uso experimental e em ambiente privado de LSD, e as sensções, sentimentos e reflexões que surgiram deste uso resgataram esse SENTIR 'Deus" alem do sentir e PENSAR, CONCLUIR sua existencia conectada com a flor no jardim ou os peixes do aquario, sentir certo padrão emocional tácito em estar vivo, enfim, experiencias de dificil descrição mas bem comum no uso ao meu julgar inteligente de tal droga (LSD, não NBOMe ou qualquer outra substancia alucinogena que vendem no lugar do bom, velho e raríssimo "doce"). Essas reflexões continuaram lucidas e me levaram a pesquisar sobre religioes, um dia estava pesquisando sobre UMBANDA e liguei pra minha amiga, conversa vai conversa vem descobri que ela estava indo para um terreiro naquele dia e decidi ir junto. No terreiro, decidi não fazer julgamentos e de mente aberta todo aquele misticismo, ambiente visual e "vibe" atraentes me fizeram voltar. Em pouco tempo já me SENTIA bem lá, e aquela logica me oferecia a possibilidade de evoluir caracteres que em outro lugar seriam desprezados, gostei,mas não acaba por aqui. Mal informado decidi fazer uma oferenda para Exu em casa (coisa terminantemente proibidacomo vim a saber posteriormente) e desde então, não vou entrar em detalhes, comecei gradualmente a ouvir vozes.

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  4. CONTINUAÇÃO, HEHEHE
    O pessoal do meu então terreiro não teve tempo ou sabedoria pra lidar com a situação, me disseram que eu estava em surto esquizofrenico, que não era possivel desenvolver mediunidade auditiva em tão pouco tempo, fui taxado de irresponsavel, ignorante e "louco". Acabei depois de uma briga sendo expulso de la. Minha mae buscando resolver o problema buscou um CENTRO ESPIRITA, e desde então, dos 20 aos 21 estou sendo tratado em um centro na Região Metropolitana com o quadro de obssessão. E aqui estou hoje, escutando (eles, ou ele, ou ela ou ate elas asuhsuahs, só falam comigo quando eu pergunto alguma coisa) espiritos aparentemente maus, que me querem mal mas que de certa forma por existirem me provam a existencia de Deus ( pois tres centros espiritas e um psiquiatra respeitadíssimo me disseram que não sou esquizofrenico, paranoico ou psicotico). Eu particularmente não SINTO mais "Deus", nem sinto fé, toda minha empolgação em descobrir mais sobre a religião Umbandista e Espirita foi destruida com as minhas ingenuas audições e experiencias com os espiritos que escuto e que por vezes obedeci (só indo até lugares,colocando comida pra eles,acendendo velas, não matei ninguem nem nada aushush). Sinto um extremo vazio quando vou até o CENTRO ESPIRITA, que é bem grande, chega a receber 500 pacientes de cura de sabado, num processo no qual trabalho. Nunca entendi de verdade nenhuma palestra que assisto semanalmente há um ano. E não sinto nenhum avanço no sentido de me livrar desses espiritos que ouço. Pessoalmente acredito na "salvação" e "significação da existencia" no auto-conhecimento, e não vejo que o espiritismo prega isso, ele parece pregar certo moralismo, uma vaga "filosofia do amor e caridade" e estudo espiritas, empiricamente isso parece padronizar as pessoas, as experiencias e as opiniões. Sempre que questiono algum ponto do curso de "evangelização espirita" que também faço semanalmente, sou o único dessa opinião, quase ninguem faz perguntas e quando fazem não são questionadoras da lógica, só expansivas. Minha vontade é de voltar a UMBANDA mas pessoalmente sinto medo que por ela chegue a uma conclusão parecida e pior, levando mais tempo. Concluindo, sou sentimentalmente ATEU, me senti bem na UMBANDA, e logo fui FORCADO a CONCLUIR e PRESENCIAR cotidianamente que Deus existe, mudei pro ESPIRITISMO e sinto terrivelmente PERDIDO em sua LOGICA de SALVAÇÃO do homem. Acho que essa coisa de entrar ou sair de uma religião, a fé e tudo o mais deve se basear no que voce sente, e principalmente no que sente sentindo aquilo. Não devemos nos restringir a seguir uma religião só porque ela nos oferece uma explicação para as coisas, deve ter um processo de evolução sentimental e intelectual, é isso, meu parco e mal elaborado comentario Desculpe por me alongar, mas sabe como é, a gente só entende de verdade uma coisa quando tenta explica-la.

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  5. Porquê tanta necessidade de resposta aos desabafos desse moço? Cada um de nós tem o seu direito de escolha e o seu grau e diferente forma de evoluir. Ele apenas relatou a sua experiência, só isso! Eu desde pequena sempre lidei com inúmeras religiões e doutrinas... percorri várias em busca de respostas ao que sentia e via. Eu tenho sensibilidade mediúnica e nem sempre foi facil lidar com as visões, aparições de espíritos, premonições e até saber o que os outros estão pensando... é muita carga, muita informação para lidar ao mesmo tempo... vou aprendendo a lidar com isso. Mas de todas as religiões que percorri, de todas uma coisa é certa: o amor ao próximo é fundamental! Esse rege-se por compreensão, tolerância e respeito! Tenho amigos de todo o tipo, desde budistas, espiritas e até ateus... respeito as ideias e opiniões de todos. Nao entro em conflito nem isso é tema central de nossas conversas. Quando vai haver discórdia, remeto me ao silêncio e analiso os meus sentimentos e pensamentos. Adiro a essa disciplina. Existem centros e centros espíritas diferentes entre si... bons ou maus... cabe a nós nao nos prendermos a más experiências porque se assim fosse, com o que sofri com dentistas em pequena, eu teria me rendido às más experiências e hoje seria desdentada e jamais voltaria a entrar num consultório. Compreendem? Quem tem convicção não precisa se justificar ou defender a sua posição. Este moço tem todo o meu apoio e compreensão. Nao é por deixar de acreditar no espiritismo que ele não vai "ganhar o céu"! O que interessa é o seu interior e fazer o bem, evoluir sem prejudicar ou ser prejudicado! Benção e muita luz em vossos corações 1😊

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  6. Porquê tanta necessidade de resposta aos desabafos desse moço? Cada um de nós tem o seu direito de escolha e o seu grau e diferente forma de evoluir. Ele apenas relatou a sua experiência, só isso! Eu desde pequena sempre lidei com inúmeras religiões e doutrinas... percorri várias em busca de respostas ao que sentia e via. Eu tenho sensibilidade mediúnica e nem sempre foi facil lidar com as visões, aparições de espíritos, premonições e até saber o que os outros estão pensando... é muita carga, muita informação para lidar ao mesmo tempo... vou aprendendo a lidar com isso. Mas de todas as religiões que percorri, de todas uma coisa é certa: o amor ao próximo é fundamental! Esse rege-se por compreensão, tolerância e respeito! Tenho amigos de todo o tipo, desde budistas, espiritas e até ateus... respeito as ideias e opiniões de todos. Nao entro em conflito nem isso é tema central de nossas conversas. Quando vai haver discórdia, remeto me ao silêncio e analiso os meus sentimentos e pensamentos. Adiro a essa disciplina. Existem centros e centros espíritas diferentes entre si... bons ou maus... cabe a nós nao nos prendermos a más experiências porque se assim fosse, com o que sofri com dentistas em pequena, eu teria me rendido às más experiências e hoje seria desdentada e jamais voltaria a entrar num consultório. Compreendem? Quem tem convicção não precisa se justificar ou defender a sua posição. Este moço tem todo o meu apoio e compreensão. Nao é por deixar de acreditar no espiritismo que ele não vai "ganhar o céu"! O que interessa é o seu interior e fazer o bem, evoluir sem prejudicar ou ser prejudicado! Benção e muita luz em vossos corações 1😊

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